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afterall

Dinossauros - Deve ser na Lourinhã

por maria sou, em 14.07.19

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E é. Mais precisamente na Lourinhã. Rodeado de pequenas lindas cidades, tipicamente portuguesas.

Podia ser no estrangeiro, já que ao meu redor, não era o português a língua mais falada. Mas não, é em Portugal que se situa o Dino Parque.

Neste parque, encontramos exemplares reais de esqueletos e outros fósseis de dinossauros. No exterior, representações dos mesmos, com aspeto bastante real e inseridos na natureza e em tamanho real. 

Com zonas de restauração e de picnic, atividades lúdicas para as crianças, loja de recordações inseridas na temática do parque e a referida exposição, o parque oferece um momento de descontração para as famílias e aficionados, que também se podem fazer acompanhar pelo seu animal de estimação.

Rendida,

Maria Sou

Melhor que palavras,  algumas imagens

 

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Incêndios - Parte II

por maria sou, em 16.10.17

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Se fosse lírico, seria uma opereta. Em menos de 3 atos, o país, queimado.

Abria o computador, precisamente para me manifestar sobre os incêndios que têm ocorrido, quando me deparo com o blog com o título que resume a situação numa só frase: "Portugal a arder."

O que me levou a querer manifestar-me perante este assunto, ao qual fujo na minha impotência para ser parte da solução? A frase: "Não é momento de demissões, mas de ação."

Ação? Já está tudo queimado! Já pouca ação é possível, podem passar às demissões, afinal.

Quem sabe, então, certas pessoas vão gozar as férias que se não gozaram, deviam-no ter feito, porque talvez por cansaço, não conseguiram estar à altura. Mas, lá vai o tempo em que as pessoas sabiam o significado da palavra "honra". Hoje em dia, honra, é apenas, uma boa anedota.

- Honra! - e todos riem. 

Os meus sentimentos às vítimas materiais dos incêndios e aos familiares das vítimas mortais. 

Lamentavelmente, as pessoas cumprem com as suas obrigações, estruturam as suas vidas, sem ilusões. Mas, há sempre os Neros megalómanos que acham que são só, "Cristãos!" e, fogo em cima.

Peço desculpa a essas mesmas vítimas, pela minha cobardia de assistir às imagens horríveis de sofrimento e inferno. Talvez, pudesse ter contribuído com uma simples prece contra a iniquidade e insanidade humana.

Não o fiz. Escondi a cabeça, não debaixo do cobertor, mas em canais de entretenimento que nada tinham para oferecer de novo ou interessante, sem ilusões contra o poder da loucura.

Zaping to go to sleep so bored!

Enfim! No meio desta imensa tristeza de perdas enormes da RIQUEZA do país, (porque nada é mais valioso que a terra- vegetação e não esqueçamos a não mencionada, mas muito importante, fauna), adicionando, as terriveis perdas humanas, por vontade da insana mente de alguém, só me resta esperar que se tomem as medidas que se impõem, doa a quem doer. E já vai tarde!

Se procurarem na Internet, lá encontram várias instituições para doentes mentais.

 

Solidária e nem sei porquê, desiludida,

 

Maria Sou

 

Porto de Portugal

por maria sou, em 11.06.17

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Porto em mim

 

 

Ah Porto, Porto

De recuadas varandas

Plantas nas balaustradas

A saudarem engalanadas

oh turba, que em baixo andas.

Arcos de berço

Pisos coríntios, dóricos e jónicos

Edifícios Renascentistas,Românicos e

Góticos

Cafés há muito ultrapassados,

Mas porque nunca igualados,

Se renovam, sem fechar.

É o gosto de passar,

Nessas ruas centenárias,

Ver o reboliço que corre,

Desde que o Sol se levante

Até que ao mar retorne.

Tem alma a tua baixa,

São íngremes as tuas ruas,

É a história que encaixa,

Na minha história, as suas.

E o rio, serpenteando

Entre rochas, corta frio

À ribeira vem colher,

No sítio que o viu nascer,

Menino que salta ao rio.

De interiores escavados,

Para gostos mais requintados,

Nasce o Porto sem morrer,

Para quem o quiser ver.

É o tempo de mudar,

Com jeitinho sem magoar

As memórias que de outrora

São a raiz da cidade,

A obra, magnanimidade,

Do que foi e que ainda é agora.

 

Maria Sou

 

Meu querido Porto

por maria sou, em 03.04.17

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Meu querido Porto, já não e meu.

Reconheço-o e gosto de o rever no seu âmago, percorrer-lhe as entranhas, sempre que posso, mas já não encontro os laços.

Agora, entre as paredes que me são familiares, dos prédios.a renascerem, nesta recente busca do turismo, encontro mais memorias que interesses.

A loja da calça rasgada da moda, já não me atrai. Já encontrei o meu gosto próprio e até já perdi algum gosto e estou mais casual.

Mas, quando vou ao Porto, mais propriamente, `a baixa, revivo cá dentro um pouco do espírito que então nos imbuía.

Ir `a baixa, significava, ir com os pais ou só com a mãe, fazer as compras principais para a estação que se seguia. Sapatos, roupa, livros escolares. Parar num café a meio da manhã ou da tarde a beber um refrigerante e a comer um pastel. Cumprimentar o Sr. A da loja B, do qual éramos conhecidos desde sempre e até já conhecia os nossos gostos.

E os locais de peregrinação foram sendo preteridos uns aos outros, conforme as lojas com que me identificava iam desaparecendo.

Restou um armazém nos Lóios, onde a minha mãe comprava para mim e para a minha irmã, sobretudo roupa interior. Raramente lá ia, mas foi a última a desaparecer e tornara-se por isso, o mais recente ponto de visita ao passado. Aquela visita que nos faz reviver boas sensações e por momentos, recordamo-nos de nós mesmos e das bênçãos nas nossas vidas

Com o desaparecimento deste último establecimento, tal como o conheci, morre o Porto da minha infância.

Também íamos ao cinema: Trindade, Passos Manuel, Rivoli, Estúdio, Júlio Dinis, estes dois já em Costa Cabral, a ver Walt Disney, Gendarme, Os malucos, My fair Lady, musica no coração, etc. , etc., etc.

Ir `a baixa, era sinal de dia alegre em família.

Por isso, e' que o Porto que se reinventou em jovialidade e esplanadas, línguas de todas as partes e gentes de todas as nacionalidades, e' também um Porto de alegre saudade e memórias.

A amar o Porto

Maria Sou