Porto de Portugal

Porto em mim
Ah Porto, Porto
De recuadas varandas
Plantas nas balaustradas
A saudarem engalanadas
oh turba, que em baixo andas.
Arcos de berço
Pisos coríntios, dóricos e jónicos
Edifícios Renascentistas,Românicos e
Góticos
Cafés há muito ultrapassados,
Mas porque nunca igualados,
Se renovam, sem fechar.
É o gosto de passar,
Nessas ruas centenárias,
Ver o reboliço que corre,
Desde que o Sol se levante
Até que ao mar retorne.
Tem alma a tua baixa,
São íngremes as tuas ruas,
É a história que encaixa,
Na minha história, as suas.
E o rio, serpenteando
Entre rochas, corta frio
À ribeira vem colher,
No sítio que o viu nascer,
Menino que salta ao rio.
De interiores escavados,
Para gostos mais requintados,
Nasce o Porto sem morrer,
Para quem o quiser ver.
É o tempo de mudar,
Com jeitinho sem magoar
As memórias que de outrora
São a raiz da cidade,
A obra, magnanimidade,
Do que foi e que ainda é agora.
Maria Sou