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afterall

Porto de Portugal

por maria sou, em 11.06.17

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Porto em mim

 

 

Ah Porto, Porto

De recuadas varandas

Plantas nas balaustradas

A saudarem engalanadas

oh turba, que em baixo andas.

Arcos de berço

Pisos coríntios, dóricos e jónicos

Edifícios Renascentistas,Românicos e

Góticos

Cafés há muito ultrapassados,

Mas porque nunca igualados,

Se renovam, sem fechar.

É o gosto de passar,

Nessas ruas centenárias,

Ver o reboliço que corre,

Desde que o Sol se levante

Até que ao mar retorne.

Tem alma a tua baixa,

São íngremes as tuas ruas,

É a história que encaixa,

Na minha história, as suas.

E o rio, serpenteando

Entre rochas, corta frio

À ribeira vem colher,

No sítio que o viu nascer,

Menino que salta ao rio.

De interiores escavados,

Para gostos mais requintados,

Nasce o Porto sem morrer,

Para quem o quiser ver.

É o tempo de mudar,

Com jeitinho sem magoar

As memórias que de outrora

São a raiz da cidade,

A obra, magnanimidade,

Do que foi e que ainda é agora.

 

Maria Sou