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afterall

Porque é que varia a data de celebração da Páscoa?

por maria sou, em 08.08.18

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Em conversa, levantou-se a questão intemporal, mas tão fora de época, da variação da data de celebração da Páscoa.

É vulgar associar-se a Páscoa à morte de Cristo e achar que a primeira está subordinada à segunda.

Não tem nada a ver.

O julgamento de Cristo foi contra todas as regras da Igreja Romana, porque durante a PÁSCOA não podia haver julgamentos. Já se fala aqui em Páscoa.

A Páscoa é um conceito tão anterior que foi instituída quase no início do Antigo Testamento, quando Moisés conseguiu a libertação dos judeus do jugo egípcio. 

Sempre que o Faraó não aceitava libertar os judeus para irem ao deserto adorar o seu Deus, Este enviava uma praga. A úlitma e décima, foi a morte de todo o primogénito, entre os quais o filho do próprio Faraó.

Apenas os primogénitos judeus foram poupados e isto porque Deus mandou que ao décimo dia após a lua de Março/Abril escolhessem um cordeiro ou cabrito macho e perfeito e o sacrificassem ao 14º dia o assassem e comessem ao fim do dia. O sangue do animal, por sua vez, seria usado para pintarem as portas e ombreiras para que a morte reconhecesse aquela casa como do povo eleito e passasse sem ceifar a vida do filho mais velho da casa.

Na dor da perda do seu primeiro filho, o Faraó permitiu a partida dos Judeus.

Ficou estabelecida a Páscoa com a celebração anual, no primeiro mês do ano, o mês da lua Março/Abril .- Abib ou Nissan para os Babilónios - da libertação do povo judeu. 

Há uma expressão inglesa que sintetiza bem esta ideia: Passover , passa adiante. 

Em todo este trecho da história se vê o Passover. Não só na travessia do Mar Vermelho, em que passaram adiante os judeus, mas não os seus perseguidores, (momento a que é associada a expressão), mas também a morte passou adiante do povo de Israel, sem o afetar.

E assim fica explicada a oscilação da data de celebração da Páscoa. 

Não é Páscoa para celebrar a morte e ressurreição de Cristo, mas sim, Cristo morreu na Páscoa quando decorriam as cerimónias religiosas de libertação do povo judeu. 

Por coincidência, nessa mesma data, será Deus quem oferece o seu próprio cordeiro para que nós sejamos livres de pecado. Deus sacrifica o seu cordeiro, o seu filho, Cristo.

Ámen

Maria Sou