Os novos preconceitos

Cada um pensa o que pensa, cada um faz o que quer, desde que não prejudique os demais nem seja ofensivo!
No entanto, nesta sociedade que enganosamente pensa que é livre de preconceito, tem preconceitos, eles apenas mudaram.
Quantos de nós relatamos algo da nossa vida a que o interlocutor reagiu de uma forma impensada, deixando-nos sem palavras, mas cientes de termos passado uma imagem que não se coaduna com aquilo que somos?
A crítica a quem não cumpre com os padrões sociais correntes, continua a ser contundente, exclusiva e quantas vezes, com base em mensagens mal interpretadas.
Interessarmo-nos por algo diferente, buscando o seu conhecimento, não quer dizer que estejamos rendidos ou pretendamos aderir.
Continua-se a rotular tudo o que fuja aos padrões e com base no desconhecimento de tudo o que é ancestral, cai-se na asneira de emitir opiniões com base numa ignorância atroz.
Quem se interessa por conhecer ideologias orientais, não é herege nem bruxa. Claro, que se o fizer através do Reiki e do yoga, já está na moda, apesar de continuar sem saber nada sobre essas "filosofias" que estão a ser utilizadas nas nossas ciências do comportamento sem que se refira a origem. Também deve ser plagio.
Quem canta o fado, não é antiquado. Gosta de música. E se canta bem, amigo, tem uma grande voz de certeza.
Quem lê clássicos, não é um caso perdido, nem está a desperdiçar toda essa nova literatura em catadupa que não passa de um desenvolver fantasioso ou um explorar dos temas que lhe serviram de base, os clássicos. Nunca se criou tão pouco, como atualmente. Refaz-se e com qualidade inferior.
O meu convite é, ouçam sem medo de estarem a ser aliciados, sem julgamentos e saibam do que falam antes de emitirem opiniões perentórias que frequentemente vão evidenciar o vosso grau de ignorância.
E podem perder um amigo.
Contra o preconceito e a falta de tempo para ouvir
Maria Sou
Maria Sou