Os incêndios em Portugal
Uma bloguer publicava a sua indignação face ao protagonismo assumido pelos jornalistas junto às tragédias que têm ocorrido por todo o país.
A minha maior questão é porque ainda não questionaram como é que o país de repente se incendeia? Numa época que a vigilância está muito mais facilitada, pelos satélites, pelos drones, papapi papapum, como é que a situação se descontrola desta maneira?
Num país de reduzidas dimensões como o nosso, o turista começando a conhecera sua beleza, quer ver mais e facilmente o percorre de Norte a Sul. Quanto mais dias permanecer, mais receita traz.
Sendo o turismo uma das nossas principais fontes de receita, não era de se tomar fortes medidas de prevenção contra possíveis incêndios, incendiários e investir meios de prevenção e de combate a fogos?
Obrigar à limpeza dos terrenos. O não cumprimento, multas a favor do Estado = receita.
Sonho com a possível construção de um sistema de aspersão em altura, móvel e acionável aos primeiros sinais de incêndio.
Habitualmente, o combate vai do chão para cima e é localizado, colocando muitas vidas em risco.
Cismo que o ideal era um sistema de cima para baixo que aspergisse grandes áreas, tornando-as húmidas e pouco inflamáveis.
Á semelhança daqueles sistemas de rega de grandes terrenos, que um cano com várias saídas percorre de lés-a-lés toda a área, regando cada zona de uma só vez em toda a sua largura e vai percorrendo todo o comprimento acionado por rodas nas extremidades, assim seria o sistema ideal de combate a incêndios de largo espectro. Isto é, ao sinal de incêndio, abria-se um sistema de rega que de imediato aspergia a maior área possível e não apenas o foco de incêndio, prevenindo reacendimentos por dispersão de faúlhas. Ex:Uma extremidade no topo de um monte até à zona limítrofe de floresta, alimentado por minas de água naturais, poços e veios de água. Acionada a irrigação, mantinha-se fixo o pé no topo da montanha, que só rodava sobre si mesmo e o pé na zona limítrofe da floresta deslocava-se fazendo com que toda a área sob o sistema de aspersão, fosse recebendo àgua ao longo do seu trajeto e dificilmente o fogo se propagaria porque toda a zona envolvente estaria já a ser humedecida. Os bombeiros só teriam de se dedicar quase exclusivamente aos pontos principais de incêndio.
Evidentemente, que a manutenção dos sistemas seria vital e o seu teste de funcionalidade diário, porque quem vai atacar, sabe que meios inibidores da sua ação devem bloquear. E os custos da responsabilidade de cada autarquia.
Enfim, face às tragédias, a mente revolve-se em busca de soluções. Nem que seja por sonhos.
Maria Sou
Infantilmente sonhadora