o elogio da leitura
Como todo o programa que e' bom, também este passa na televisão, por volta das 3h da manhã, na RTP memória.
E a malta nova diz: " memoria? E' dos velhadas!Não interessa!"
A evolução do conhecimento e' progressiva. Agrega-se o conhecimento de todos os tempos, para daí partir rumo ao futuro.
O passado não pode ser ditador e castrador: " já sabemos tudo o que há para saber"; nem o futuro pode ignorar o passado e pensar que tudo surgiu sem que nas antes tivesse existido.
Se o conhecimento ancestral fosse para ignorar, muitos prédios cairiam, a maior parte das cirurgias acabariam em morte e o abecedário seria reinventado diariamente.
O elogio da leitura, relembra-me o tempo em que um grupo de amigos se reunia em casa de alguém para ouvir o novo "disco" (vinil) de uma banda, acabando por discutir literatura enquanto outros se debatiam ao crapô, damas ou xadrez. Não era preciso comprar diversão ou inebria-la de álcool par parecer divertida e que valia a oena.
E o sexo, as traições e as paixões?
Também já existiam.
Há matérias, das quais as gerações vindouras, nunca mais serão inventoras. Apenas, descobridoras e exploradoras do que já existe.
Eram os tempos em que o momento valia pela troca de ideias e o empolgamento destar `a altura do momento. Par dos demais.
Era o tempo, em que cada minuto podia ser sinônimo de troca de conhecimento, valorização pessoal e de gratificação pelo enriquecimento intelectual versus o tempo em que cada um se tenta apresentar como produto único e vender a sua imagem, num ego temeroso de descobrir que o seu verdadeiro valor e' nada.
Evoluir negando a melodia, pode ser apenas sinônimo de retorno aos sons tribais.
A sentir que começa a escassear o essencial
Maria Sou