natal
Hoje, dia de descanso, imbuída do espírito natalício que já se sente (supermercados.a abarrotar,;carrinhos de compras cheios, filas junto `as mesas dos embrulhos, trânsito interrompido `a entrada para os shoppings, enfim, a sintomatologia habitual), resolvi montar a árvore de Natal.!
Coloquei as luzes e depois toda a decoração de forma a que não tapasse o brilho da iluminação.
Aos pés, o presépio, os reis magos a chegar e algum gado adquirido noToys r US na prateleira com outros animais e alguns dinossauros.
Fiquei a olhar para o pai Natal branquinho e dourado de louça barata, mas tão bonito, só que não fazia sentido naquele cenário, bem como os pequenos presentes simbólicos nos mesmos tons.
Mesmo assim, coloquei-o do outro lado da árvore, afastado do presépio e toda a sua conotação.
Voltei a retirá-lo, quase de imediato. Dominava a cena. Mais contemporâneo, apelava `a festividade, `as compras dos presentes.
Retirei-o.
Sob o pinheiro, deixei só a mensagem de amor para com os outros, como Cristo que nasceu por amor de nós.
Por esta época, a harmonia era quase tangível. Os sorrisos eram maiores, a tolerância e a cordialidade subiam exponencialmente. Qual seria o segredo?
Seria porque íamos receber presentes ou porque sabíamos que se aproximavam os dias em que se juntavam pais, filhos, tios, primos, irmaos, tudo, para celebrar.?
As mães preparavam entre si a refeição, os doces e as mesas e os pais iam comprar o bolo rei, na confeitaria que tinha fama de vender o melhor bolo rei. Iam para a fila.
Tudo fechava. Ficava-se fechado em familia e em partilha. Partilha de conversas, brincadeiras, presentes e doçaria.
No correr dos últimos dias, horas e minutos que antecediam a ceia, amigos, vizinhos e até estranhos trocavam um sorridente "boas festas".;
O mundo mudava
E foi esse momento que preferi deixar dominar o meu enquadramento natalício.
O momento, em que basta a vontade de um, para que todos partilhem da mesma boa vontade.
Maria Sou