Nadir Afonso
Em Gaia, no museu Teixeira Lopes, as cidades geométricas do pintor rncontram-sr em exibição. Decorre continuadamente na sala de projeção entrevistas de arquivo com este artista, levadas a cabo por grandes senhores da apresentação televisiva como Carlos Pinto Coelho, já falecido e o eterno símbolo da elegância cavalheiresca, Júlio Isidro. Nadir Afonso, o Mestre, tão simples e terra a terra na sua grandeza e individualismo. O percurso que para outros seria de vaidade e glória na arquitectura, já que trabalhou a par de nomes como Oscar Niemeyer, foram para ele uma fase necessária para o seu sustento, enquanto no coração embalava o verdadeiro e eterno amor para com a pintura que sempre o acompanhou. O Mestre da pintura, também o mestre de si, revela uma forma própria de estar na vida e nela utilizou o conceito que aplicava na pintura, o da integração d desintegração, integrando o pensamento geral e desintegrado na sua filosofia de ser e estar muito sua. Grande pensador e analista da primorialidade de cada pensamento e formação do conceito com que se explica aos outros, porque o pensamento massificado e' um universo que lhe e' estranho. Tal como o Mestre, também as suas pinturas mostram um ténue traço, uma cor ligeira entre muita falta dela, que se transformam numa grande obra geométrica calculada matematicamente até já não ser necessário aficionar mais para transmitir o que queria e nos deixar maravillhados.Rendida, Maria Sou
