Incêndios
Praceta Guilherme Gomes Fernandes
Pretensão e água benta cada um toma a que quer.
Se vi mais longe é porque estava sentado em ombros de Gigante
Apesar de tão diferentes, estes três tópicos têm uma convergência no tema que pretendo desenvolver.
Felizmente, em toda a grande desgraça que se tornou os incêndios que já ocorreram este ano, houve um ato salientado que parou a evolução que ocorria de Pedrogão Grande para os arredores, Gois e afins, referindo-me especificamente à intervenção com contra fogo por parte da Corporação de Bombeiros Espanhóis. Obrigada e bem hajam.
Achei isto muito interessante, porque já há alguns anos atrás, o pai de uma conhecida minha que tinha sido Bombeiro, comentou sobre um dos muitos fogos que ocorreram nesse Verão, que alastrara porque se cometera muitas asneiras, nomeadamente, o facto de não ter sido lançado um contra fogo para evitar que se aproximasse tanto das casas, que dessa vez, não chegaram a ser atingidas.
Eu não percebo nada de incêndios, mas percebi que o homem falava sobre algo que não fora feito, mas tinha experiência de se fazer e que ficara no saco.
Guilherme Gomes Fernandes, homenageado com uma praceta na Invicta cidade do Porto, está referenciado por ter comandado a corporação de Bombeiros, que combateu o incêndio no teatro Baquet. Não sei se é fidedigna a informação que me relataram ou se se misturam histórias, ou se se embelezou a desta figura, mas que terá também comandado a corporação portuguesa de bombeiros que saiu vencedora de um concurso internacional de meios de intervenção em incêndios. Não repitam, porque não consegui confirmar a veracidade desta segunda parte da história.
Se tal se verificar e juntando o comentário do bombeiro reformado que há muito me falou de contrafogo, coloca-se a questão: Quanto saber tem sido relegado para segundo plano e ficado esquecido?
Pretensão e água benta, cada um toma a que quer. Não podemos achar que porque aprendemos o A, sabemos ler. A juntar à teoria, há a prática e a estas duas a experiência in loco. A experiência em campo, é aquela que acaba por se valer de muito empirismo que muitas vezes funciona versus teoria e conhecimento que na prática, por vezes, ficam aquém das expectativas ou não apresentam os resultados de forma tão imediata como se pretendia.
Como dizia Isaac Newton:Se vi mais longe foi porque estava sentado em ombros de gigante.
Não podemos ter a pretensão de que o que está para atrás é obsoleto. Muito do que está para trás, é a base do que se alcançou. Não podemos viver num eterno descobrir ou podemos redundar em descobertas que já constavam de manuais ultrapassados e que há muito se deviam ter transformado em parcelas de toda uma gama invenções absolutamente necessárias.
Num mundo que já descobriu tanto, há assim tanta coisa que possa ser dada como susceptível de arquivamento e sem utilidade no futuro? Ou colocamo-nos em risco de ao ignorar o que já se sabe, descobrirmos novas formas de dizer o mesmo?
Maria Sou