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afterall

Hunger Games

por maria sou, em 13.08.17

Reconheço que adormeci sempre que fiz um esforço para ver o filme, o 'primeiro da série, talvez daí ter ficado a pairar na minha cabeça a seguinte questão: "Percebi mal ou o filme não vale nada?"

Uma paisagem de destruição, porque esta nova geração de filmes parece ter medo da cor verde da relva e do azul do céu. A heroína, que não vi fazer nada para além de soltar umas frases que pretendiam ser poderosas e chorar por tudo e por nada. Afinal, quem foi salvar o Petta, foram os outros. 

Não se percebe bem contra o que lutavam especificamente. Um poder absoluto? E o ditador, Donald Sutherland, quem já não o viu a interpretar grandes papéis em histórias cheias de História, como as lutas anti-raciais em África. Histórias que podiam ser reais porque aconteceram a tantos. Filmes poderosos pela crua verdade, que nos arrepiavam até à medula porque estavam cheios de coragem real, lutas transoceânicas correntes ou recentemente ultrapassadas. Os heróis de fantasia não eram necessários porque não faltavam a resolver problemas de povos e de vida que aconteciam em toda a parte.

O orçamento foi caro para este filme? Para alugar a lixeira que representava a cidade destruída, o transporte futurista de resto, parece um palco de qualquer ópera de orçamento reduzido em cenário.

Seymour voltou às drogas ao fim de tantos anos sóbrio. Depois de tantos anos a participar em grandes produções com suas excelentes prestações de grande ator que era, agora reduzido a um filme de pretensiosas frases que pretendiam conferir um tom poético e grandioso ao texto.

Convenhamos que à parte os grandes efeitos especiais que estes filmes oferecem e a idiotice, Hollywood como grande produtor cinematográfico está em queda livre no que respeita a qualidade, ao contrário da Europa, com especial atenção para o cinema françês, que está a sair com excelentes filmes que abordam problemas e histórias reais com que nos identificamos.

Eu não quero ser herói mascarado de uma história grandiosa e irrealista. Quero ser participante de um mundo real que tenho de viver todos os dias.

A fantasia por vezes é boa, mas tem de ter um enredo, a primeira coisa que se foi perdendo na qualidade dos filmes. Os enredos foram dos primeiros a sofrer uma redução considerável. Tem de trazer esperança. Para quê sonhar com mais, para ser tão mau ou pior?

Maria Sou

(A achar que percebeu qualquer coisa mal)