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afterall

Gordos, fortes e balofos

por maria sou, em 29.03.18

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Aquelas coisinhas que não gostamos de ser, principalmente, no tempo de praia.

Eu, particularmente, não sou fã de pessoas magrinhas. Mas gosto de ver um corpo "entroncado", bem estruturado.

Cada vez, vejo mais jovens, bonitos, simpáticos e bem-sucedidos, com um aspeto geral, que não combina bem com a beleza de pessoa que são. Saudável, está fora de questão.

Pois é. Como divulgava a minha tia, de um post que gostou: "Nem bonita, nem prendada, nem recatada. Bonita, é a mulher que se levanta de manhã e luta."

Verdade. O mais importante, não é queremos ser como outrem, mas fazermos de nós, alguém de que nos orgulhamos.

Mas, ao fim do dia, também gostamos de nos arranjar para ir jantar com um pretendente e o espelho refletir toda a beleza que julgamos ter conseguido após todos os preparativos.

Podemos achar que é difícil conseguir essa imagem e que as tentações são demasiadas. Perguntamos: Qual é o segredo dos outros que se controlam tão bem?!

Controlo, diferenças orgânicas, questões psicológicas, são claro, variáveis a explorar inerentes à realidade de cada um.

No entanto, há um fator que é comum a todos.

Já ouviram falar de fome no excesso?

Muitos dos problemas de gordura que existem, estão relacionados com o facto de se comer de mais e ter fome. Não quero dizer apetite, mas fome. Fome, a carência alimentar. É o resultado de quando se come muito, mas sem qualidade.

Podemos petiscar o dia inteiro e sentir sempre um ratinho.

O ratinho existe, porque há necessidades essenciais que estão por satisfazer. 

Se "matarmos" o "ratinho" só com doces, não estamos a satisfazer as necessidades proteicas, que são as que nos dão força. Ficamos cheios de energia e calorias, mas sem força para aguentar com o corpo, quanto mais com o ritmo do dia.

Se deixarmos os farináceos ou hidratos de carbono, o cérebro não tem onde ir buscar energia para funcionar.

Vitaminas, tudo feio. A pele, as unhas, o cabelo, a visão, e todo o funcionamento do corpo fica comprometido. Há até aquelas pessoas que não gostam nada de verduras e fruta e depois queixam-se que: "até parece que têm os dentes a abanar". VITAMINAS. 

Ao ingerirmos refeições completas, em vitaminas, proteínas, hidratos de carbono e sais minerais, estamos a restabelecer o equilíbrio do organismo. Se só ingerimos uma parte do que necessitamos, o corpo continua a enviar sinais de carência que tentamos calar com "enganos". Mas, o corpo não se deixa enganar. Pode-se calar por uns minutos, mas não se engana. Quantas vezes, ingerimos uma coisinha para "enganar" o estômago e não ficamos satisfeitos? Dizemos: "Estou desconsolada!"

Comam direito e metade dos apetites desaparecem.

Um pequeno-almoço de pão com queijo e fiambre e uma chávena de leite ou um iogurte, uma peça de fruta a meio da manhã com uma bolachinha. Um almoço completo, desde uma feijoada, a uma posta de peixe cozida com legumes e batata. (Conforme o esforço desempenhado, físico e mental, também temos mais ou menos apetite. Satisfaçam-no.) Um lanchinho de fruta e uma sandes ou uma bolachinha e um iogurte. Ao final do dia, um jantar leve e de fácil digestão, de peixe ou carne grelhados ou cozidos. E antes de deitar, uma chávena de leite, um chá com uma bolachinha. Algo reconfortante e calmante. 

Basta isto e vão ver, que apesar de estarem sempre a comer, têm menos "ratinhos", a avidez por ingerir comida diminui e as doses também.

Beijinhos e não passem fome.

Comam para a frente e quem sabe em breve serão dos mais elegantes e sem "ratinhos"

Maria Sou (com a ajuda de uma almofada debaixo da camisola)