Falo ou comento?
Numa era que se envaidece de ser altamente sociável e ávida de aplicações que lhe fornecem a possibilidade de estabelecer contactos em quantidade e em todo o mundo, a intrig sórdida continua a marcar presença.
Salvaguardando a nossa posição por entre termos como "coitadinhos,pena e medo de magoar", engrossamos a hoste de divulgadores do segredo que só não se revela ao interessado.
Tal atitude,, serve apenas para enterrar a vitima, enaltecer o que falsamente manifesta o seu pesar, fazendo crer que e' portador de um benemérito coração, quando na verdade se está a borrifar para tudo e sobretudo para o que podia fazer para evitar que o vexame atingisse proporções desmesuradas e por vezes, sem fundamento.
Se um assunto pernicioso para alguém nos interessa ao ponto de fazermos dele tema de conversa, porque nao falarmos diretamente com a vitima em vez de o comentar com os demais?
A frontalidade e' a base de relações fortes e pró-ativas, pois se inialmente a verdade nua e crua pode parecer chocante, o facto de sabermos "as línhas com que nos cosemos" faz com que sigamos confiantes sobre o chão que pisamos.
Falar e um sinal de abertura,alerta,preparação da mudança e da restituição da verdade. Comentar e' o início da falsa amizade e da destruição.
Solidária
Maria Sou