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afterall

Eutanasia

por maria sou, em 03.02.17

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Morte assistida. Sim ou não?

Do grego: Eu (bem) thanatos (morte).

A morte de um bem, e' sempre difícil, mas há muito quem não tenha dificuldade em trocar um bem pelo outro, desde que lhe convenha, lhe pareça mais bonito, ou mais em voga.

Para muitas pessoas, um bem, só o e', se o beneficiar. Tudo o que argumente para afastar essa imagem de si e parecer mais humana e menos egoísta, vale o que vale, aos ouvidos de quem ouve e aos olhos de quem vê.

Porque ninguém quer ter de intervir em assuntos desta natureza, principalmente se não lhe disser respeito diretamente, mas não deixa de se sentir incomodado e até revoltado com determinados acontecimentos menos honestos, há que criar uma forma legal e inquestionável de salvaguardar os interesses de cada um como ser individual que e' e que tem o direito de decidir sobre o que a si diz respeito.

Na minha modesta opinião, a eutanásia e' a vontade expressa do próprio de pôr fim ao seu sofrimento, num estado terminal, com auxilio de quem e do que o possa ajudar a conseguir esse fim, com o minimo de sofrimento. Essa vontade, terá de estar registada em papel ou video.

A mesma decisão tomada por outra pessoa que não o próprio e' homicidio e nada tem a ver com eutanásia.

Em situações de doença terminal com grande sofrimento, e em que já não há qualquer esperança, apenas será aceitável por parte de pessoa diferente do próprio,a suspensão da medicação curativa e a passagem `a administracao de medicação a paliativa que vise diminuir dores e outras situações de sofrimento, deixando que a doença tome o seu curso célere até ao inevitável desfecho.

Eutanásia e' uma opção do próprio e de mais ninguém.

Depois, surgem as questões religiosas.

Se formos por aí, não será também contra a vontade de Deus, tomar medicação e a submissão a cirurgias, que vão adiar a data da nossa morte?

Ser crente ou não, também e' uma opção de cada um. Como tal, cada um saberá no dia do juízo final assumir a responsabilidade que lhe cabe na decisão que tomou e defender-se.

O sofrimento diário e constante, 24 horas por dia, não tem dignidade nenhuma, impede qualquer ação pro ativa do enfermo e qualquer participação na vida normal.

E' legitimo deixar a quem se encontra nessas condições a decisão de acelerar ou não o fim inevitável, sem os sobrecarregarmos ainda com o sentimento de culpa,face a Deus, face aos problemas legais em que pode colocar quem ajude, etc.

Maria Sou

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