Enxaqueca - O grito do corpo mal tratado?

Pessoal, aquele prego espetado num ponto da cabeça, quem já não o teve?
Parece que se conseguíssemos retirar aquele bocadinho da cabeça até ficava tudo bem.
Só que a dor naquele bocadinho impossível de remover temporariamente, toma o controlo de tudo e nós ficamos sem o controlo de nada.
Queremos estar quietinhos, em silêncio e com luz reduzida ou mesmo em total escuridão. Todo o movimento é um arrastar de uma dor com um peso de toneladas. A dor parece ter corpo, volume e presença física.
Eu tenho dessas coisas.
Podem durar de horas até vários dias.
Como se não fossem suficientes por si, vêm muitas vezes acompanhadas de enjoos, tonturas e dificuldade na visão.
O que as causa?
É uma pergunta para a qual a medicina ainda não tem uma resposta concreta. Conhecem algumas causas, mas admitem que não as conhecem todas.
O que as cura? A farmacêutica conhece algumas soluções, mas também ainda não tem a resposta que cobre todas as causas das enxaquecas, aliviando-as.
Pois eu, tenho uma novidade sobre a medicação para a enxaqueca.
Já me foi prescrita medicação para as enxaquecas e tive de deixar de a usar porque aumentava a dor e os enjoos. (O que não quer dizer que não funcione com outras pessoas. Cada um com a sua dor).
No início, pensei que era a dor que persistia já que após a toma havia sinais de abrandamento. No entanto, passado umas horas, a dor voltava mais forte, (sem nunca ter cessado na totalidade) e frequentemente, acompanhada de vómitos.
Reparei que algumas dessas dores eram causadas pelo stress.
Uma massagem na zona dorida é uma excelente e natural terapêutica.
Na cabeça, olhos, testa, nariz, parte posterior dos ouvidos, enfim, onde quer que sinta dor e o latejar das veias, fazer compressão e distensão da zona com os dedos, sem exercer muita pressão. Como se auxiliasse no bombear do sangue nessa zona. Mais pressão, menor fluxo, menos pressão, maior fluxo.
E quando a dor não passa? Tomar um analgésico.
E quando após a toma de um analgésico a pergunta ainda é: -Porque é que os comprimidos não resultam e até parece aumentar a dor?
É que muitas vezes, a enxaqueca é causada pela comummente chamada, crise de fígado.
Depois de uns dias a abusar de tudo o que nos sabe bem, o fígado bate à porta e lembra que existe e que é tempo de cuidarmos dele.
Nesses casos, é mais acertado cuidar da enxaqueca tratando o fígado com uma simples "água das pedras" que é salgada e própria para tratamento do fígado, (não uma qualquer água gaseificada), ou com cholagutt ou outro qualquer medicamento para alívio do mal estar do fígado, do que tomando um analgésico que vai intoxicar ainda mais esse orgão e consequentemente, aumentar o mau estar geral e a enxaqueca.
Haverá também estados inflamatórios que provoquem esta dor?
Não imagino.
Só sei que uma vez, não tendo mais nada em casa, recorri ao que tinha e tomei um anti-inflamatório com arginina, que acho que é um anti-inflamatório com proteção gástrica, (segundo me disseram na farmácia), e desde aí, quando a massagem e a água das pedras ou o cholagutt não são suficientes., não quero outra coisa para a enxaqueca.
É tiro e queda.
Regularmente, não faço qualquer tipo de medicação e evito ao máximo tomar o que quer que seja, exceto quando tenho absoluta necessidade. Também se vejo que um medicamento que devia ter efeito imediato para um problema de momento e não tem, não insisto. No caso da enxaqueca, só tomo inicialmente para parar a dor e repito a dose quando a dor reincide até ao insuportável. Se não faz efeito, é porque o problema já é outro e então recorro à limpeza do fígado, alimentação super saudável, ingestão de água, chá e zero açucar. Aliás, o açucar provoca-me uma sensação de dilatação do cérebro. Por exemplo: Se comer rebuçados, a certa altura parece que a caixa craniana não comporta o conteúdo.
Não faço a apologia da medicação. Nem a apologia de que as coisas só têm uma solução.
A mente foi feita para pensar. Já Einstein dizia qualquer coisa no género de: " Tolo é quem espera resultados diferentes de uma mesma ação."
Se perante uma solução, a dor persiste, talvez o problema tenha outra origem e outro tratamento. Talvez até nem precise de grande tratamento, mas de uma atenta observação das causas.
Quem sabe a solução para algumas dores se encontra nas pontas dos dedos, numa simples água mineral ou na cessaçao de hábitos alimentares prejudiciais aos orgãos que têm o seu limite de tolerância?
Espero ter ajudado e rápidas melhoras
Maria Sou