Divorciados na Igreja Católica

Se pretendermos aderir a um qualquer clube, temos de contar que há regras a cumprir.
Da mesma maneira temos de aceitar que a Igreja Católica tenha as suas próprias regras, principalmente, porque são regras que supostamente terão sido ditadas por um ser divino criador do Universo, da Terra e de tudo o que nela existe. As regras ditadas por este Ser superior visam o bom entendimento entre os Homens, o respeito pela Terra e a vida de paz.
Qualquer outra igreja tem as suas regras e todos os que não as acatem, são excluídos.
Talvez o problema da contenda seja a indefinição da própria Igreja Católica. Saberá ela quais são as suas próprias regras ou que caminho quer de facto seguir?
A verdade é que independentemente da posição do clero, um divorciado pode entrar e sair das igrejas católicas a seu bel prazer, assim estejam elas abertas. Pode visitá-la na qualidade de interesse turístico, pode assistir ao serviço religioso a decorrer no momento, pode até comungar, porque ninguém lhe vai perguntar quem é. Basta encontrar-se num local onde ninguém o conhece e procede como bem lhe aprouver.
A verdade é que, se formos a ser rigorosos, há católicos não casados que também levam uma vida pouco "católica" e há divorciados que estão apenas divorciados e não iniciaram novas relações. Logo, estes últimos exemplos, continuam a "não separar o que Deus uniu". Apenas não partilham casa.
Tudo isto, é discutível.
Cabe à Igreja definir-se e dizer quais são as suas regras exatamente. Ao fazê-lo, obviamente que perderá muitos fiéis e também muito rendimento, mas não há belo sem senão.
Por outro lado, talvez houvesse menos divorciados se a Igreja não cobrasse valores exorbitantes pelos pedidos de anulação apresentados à Santa Sé, quando o motivo que levou à separação é incompatível com a doutrina Católica. Ou seja, um dos cônjuges não cumpriu, mentiu ou omitiu um pormenor relevante, que contraria os Cânones da Santa Madre Igreja.
Decida o que decidir, há uma doutrina base ao seu desempenho..
Se a religião é verdadeira e as escrituras são manifestações da vontade de um Ser Superior criador de tudo, não cabe ao Homem decidir, mas cumprir, se realmente tem fé.
Se, pelo contrário, tudo não passa de uma falácia e de um mito bem cimentado cujas estruturas, por todas as razões, custa agora abalar e reedificar com a verdade, então faça-se o que mais nos convém.
Porque diga-se em abono da verdade, continuamos há semelhança do antigamente, não a ler a Bíblia em Latim, para que o comum dos mortais não tenha acesso a uma palavra tão sagrada, mas de um modo diferente, que leva ao mesmo, a esconder os documentos originais, só acessíveis a uma restrita classe exclusiva de eruditos.
Pela minha parte, a vida continua e seja como "Deus quiser".
Maria Sou