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afterall

Ditadura e outras ditas duras

por maria sou, em 13.10.18

O mundo avançou como se espera que faça tudo aquilo que passa de uma fase para outra.

No entanto, parece que não contentes, há muito quem espere um regresso ao passado.

Um passado liderado pelos homens,  um passado que nega direitos a grupos especificos da sociedade, um passado de violência calada mas totalitarista, real e tão incompetente como a liberdade que desagrada a tantos e no geral.

Num derradeiro esforço do afogado, o saudosismo surge como uma esponja que se passa sobre o quadro negro de lousa, apaga tudo o que se fez para que possamos começar de novo.

O que estava errado, não vai estar certo porque se errou e se voltou atrás. Repetir os erros do passado levará a que se lutem guerras antigas. 

Recorrer ao passado é sinónimo de uma incapacidade de aceitar a evolução natural das coisas e incapacidade de construir o próprio futuro. É sinónimo de querer impor uma forma de vida aos demais. O querer que o mundo gire à volta de um ego.

O ideal é repescar o que havia de bom no passado e aproveitar o que há de bom agora, encontrando um equilíbrio.

A mulher como base educacional da sociedade, no seu papel tão importante como formadora do carácter do seres a quem dá vida, não abdicará por certo do papel que conquistou desde origem da vida ao sustento do lar.

A mulher como pedra basilar da sociedade, é o elemento mais importante para o equilibrio do mundo, quando educa o seu filho rapaz a não ser aquilo que não deseja ver no marido. Quando educa os filhos, rapazes ou raparigas, a estimarem-se mas a respeitarem os demais, o mundo. Quando os educa a serem empenhados, cumpridores e buscar o sucesso por direito, sem favores nem se rebaixarem, porque são elementos ativos da sociedade e para ela têm de contribuir. Quando punem os comportamentos mais ou menos condenáveis no sentido da construção de um carácter forte.

A mulher não vai nunca abdicar do seu papel de bastidor que se reflete no palco mundial da vida.

A mulher não vai nunca abdicar do papel que conquistou em todas as atividades profissionais da sociedade com comprovada competência.

A mulher não vai abdicar do protagonismo tão completo que conquistou. Completo porque vai desde a imagem à participação na vida familiar e social.

A mulher não vai abdicar da fraqueza de amar incondicionalmente, apenas da servidão desse amor.

A mulher é mãe de todo o filho e por isso, não pode aceitar qualquer tipo de violência ou descriminação oriundas de mentes repressoras que querem moldar o mundo para servir os seus únicos mesquinhos interesses e sonhos megalómanos a disfarçar complexos de inferioridade interiorizados.

À mulher o mundo falha com uma mistura entre o homem antigo que assumia a família e dela cuidava dando o exemplo e o homem moderno que evoluiu do irrascível dominador ao companheiro. 

Para um mundo de paz só falta a intervenção sábia e determinante da mulher, sem hesitar.

Maria Sou