Cultura Candi vs IA

A par de uma sociedade jovem que tenta criar à exaustão recursos tecnológicos que dispensem a mão humana, por vezes, ineficaz e que está na base de erros causadores de acidentes, mais ou menos graves, cimenta-se uma outra que se junta em grandes concertos, (sobretudo de música eletrónica), consome drogas e sonha com paz, amor, respeito e unidade, à imagem do quase esquecido Woodstock e do lema sexo, drogas e rock & roll dos anos 60, que lutava contra a guerra do Vietname. É a EDM geração vs a geração da Inteligência Artifical (IA).
Qual é a luta desta geração?
Caminham como ovelhas em rebanhos, partilham de uma dança ao som das drogas consumidas a um ritmo repetido que acentua o estado de hipnose.
Nesse estado, alheado da realidade, colorido pelos efeitos dos comprimidos ingeridos, não há competição, pressão ou medos. Todos se apoiam, numa mesma onda. Estão seguros e está tudo bem. Diria até, tratar-se de uma nova forma de agorafobia. Estão bem, enquanto estão no grupo e sentem-se desajustados e em pânico perante a realidade.
Mas a realidade que os aguarda no exterior naquilo a que antigamente se chamava RAVE e agora se recriou em EDM, é cada vez menos promissora sempre que a encaram.
Os lugares de trabalho, tendem a ser ocupados em todas as áreas, quer nas técnicas superiores, quer nas mais básicas, pela tecnologia informática e robótica.
Conforme existem cada vez mais máquinas a aspirar, a limpar vidros, a prestar serviços como de cafetaria ou bancários, a exemplo dos ATM, também um exame médico totalmente avaliado por um computador, está próximo de ser real. Sentarmo-nos a uma secretária e pedir que o nosso caso seja defendido em tribunal, não está longe de ser real, porque em poucos minutos um computador procura artigos e casos semelhantes em que apoiar a sua defesa, como testes já o comprovaram.
Em vez das mortes desnecesssárias que ocorreram nestas grandes festas devido às drogas cuja proveniência e modo de preparação se desconhece, pergunto-me se não é momento destes jovens começarem a sentir que têm um lugar no mundo e há momentos que apesar do medo temos de arregaçar as mangas e dizer: " Se não posso sair sem luta, vamos a isto ou quando der por mim, o meu tempo passou e uma máquina tomou o meu lugar?"
Costuma-se dizer que quando os pais acompanham os filhos no seu crescimento, estes sentem-se confiantes para arriscar, ir mais longe, regressar sempre que não se sentem confiantes em busca de apoio para de imediato voltarem a investir contra o desconhecido. Assim, vão fortalecendo o seu carácter e as suas apetências sociais.
Estarão os pais a libertá-los cedo demais, criando seres assustados, pouco preparados e sem motivação?
Preocupada
Maria Sou