Contas Poupança

Ideias, ok.
1º Fazer uma relação das despesas fixas do mês.
2º Deduzir ao rendimento mensal esse total e ver o que sobra.
O que sobra não significa que é para gastar.
Sobre essa sobra vão ocorrer despesas variáveis. Veja o que lhe dá mais jeito resolver nesse mês e tente diluir as despesas mais prementes ao longo dos meses.
Não carregue preocupações. Resolva-as. É a importante forma de não criar ansiedade e despesas para a satisfazer, desnecessárias e sem qualquer utilidade prática.
Ex: um mês, resolve o problema de pichelaria, no outro o dentista, no outro, a vacina do cão...
Terá de estar consciente, que a sobra diminuiu. Depois há também o entretenimento. Alguma da sobra vai ter de dar para isso. Como vê, não falta destino para essa sobra. Destine-a para momentos agradáveis e necessários.
Se tiver em mente esta responsabilidade, vai ver que não gasta dinheiro à toa.
Estipule uma poupança mensal. Ex: 50€. Ao fim de 10 meses são 500€, que é quase nada. Ao fim de dez anos o panorama ainda é mais medíocre, 5000€. Tanto esforço para isto? Pfffffff.
Mas se juntarmos os subsídios de férias e de Natal, ou parte, ao fim de 10 anos, temos umas dezenas de milhar.
Já soa diferente, não é? Soa melhor. Muito melhor.
Perguntar-se-ão: "Mas se vou fazer tanto esforço, não vivo?"
Estamos a falar de retirar à sobra um pequeno montante mensal.
Mas viva.
1ª Sugestão - gasta 50 quando tiver 100. Mas vá aumentando a essa margem quando quiser gastar mais 50 ou nunca mais sai dos 100 e há muito em que gastar por necessidade acima dos 100.
Não se perca com coisas engraçadinhas e acessíveis que não servem para nada ou não satisfazem plenamente. Se as juntar todas, rapidamente atinge valores que podia ter utilizado com resultados menos efémeros e mais amplos.
2ª Sugestão - Mantenha um único crédito. Ex: Um eletrodoméstico que tem de ser substituído. Não viva na angústia de não o poder adquirir ou ter de esperar para o fazer, quando lhe faz tanta falta. Veja um crédito que pode suportar com a sua sobra e adquira o bem. Verá que a satisfação e o alívio de ter resolvido esse problema é tal que se sentirá calma e com poder para levar a sua vida para a frente. Não tente resolver todos os problemas de uma vez e arruinar-se estupidamente em créditos que não pode suportar ou que a vão deixar em maus lençois se a vida levar uma reviravolta. Acima de tudo, não seja tonta.
Uma coisa de cada vez e que caiba no orçamento sem criar tensão financeira.
O que torna a vida feliz é o nosso bem-estar: aparência, lar e confraternização.
Mais vale gastar 100 nuns sapatos, que 5x5€ em peças que depressa abandonamos porque desbotam, perdem a forma, não são assim tão bonitas, mas sim, um triste arremedeio.
Podemos dizer que a casa não é importante. A verdade é que sempre que vemos uma casa bonita, desejavamos ter uma assim. Temos de para de mentir a nós próprios e começar a trabalhar para atingir mais esse objetivo.
Sentir a casa, ver o que lhe falta, o que precisamos nela, o que significa para nós uma casa bonita, para não comprarmos à toa e no fim, não termos nada e continuarmos com vergonha de convidar alguém lá para casa.
Lembrar que não há nada mais importante que muita arrumação. Acreditem. Ao fim de algum tempo, é do que mais sentimos falta.
Olhar o espaço e ver o que ficava bem e aonde. Estabelecer um plano para realizar, com tempo e sem aventuras. Toda a conquista vai acrescentar beleza e tornar o projeto uma realidade em vías de concretização.
Felizes com nós prórprios, cientes que a nossa vida está nas nossas mãos, somos mais leves, felizes e até menos exigentes e consumidores. Apetece-nos esperar pelo que de bom lá vem.
Muita sorte e bons planos
Maria Sou ![]()