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afterall

Civismo

por maria sou, em 02.09.16

O conceito de civismo está muito desvirtuado.

Agora confunde-se civismo com porreirismo.

Num programa estrangeiro, uma psiquiatra manifestava a sua preocupação dizendo sem ser ipsis verbis"Estas pessoas estão loucas e cada vez, mais confortáveis com a loucura. Buscam nos psiquiatras a validação dos seus comportamentos, para continuarem a ser o que são, que e', a ser o que não faz sentido, atribuindo a uma possível doença ainda por diagnosticar, todos a responsabilidade de serem simplesmente, incómodos e até, grunhos.

E de onde vem todo este alarido?

Todos os dias, a uma qualquer parte do dia, há um carro encostado `a porta de saída nas traseiras, que quase a veda e apesar de na zona circundante de moradias, não faltar ruas onde estacionar.O único problema e' o não poderem levar o carro para o interior dos estabelecimentos. Estacionar uma rua acima, e' muito longe.

Entra então o porreirismo.

Não vale a pena chamar a polícia. E' só por um bocadinho ( 2 horas, por vezes, o tempo de um penteado novo ou uma conversa de café). Em nome da boa vizinhança, vai-se tolerando.

Aqui d'el rei! Heis se não quando, estacionam `a porta do estabelecimento, e logo a polícia e' chamada a intervir. Agora já doeu.

Infomo-me com o Sr. Guarda sobre o facto de ser recorrente também ter carros em frente `a porta dificultando a saída de idosos, cadeirinhas de bebê, e transporte de sacos. E o Sr. Guarda esclarece: " Se não está a bloquear a entrada, não tem problema. Consegue entrar?" E eu olho para ele com os olhos da mente, aqueles que dizem o que os da cara calam e compreendo: Não estás a ver o alcance do problema. Por isso miniza-lo.- Entrar eu entro.- respondo. -Entao, não tem problema! - até e' sexta, já arrumou o assunto sem trabalho, prevenindo que não o chamem e dando alguma margem aos prevaricadores.

-Mas se eu vier com sacos ou um carrinho de bebé e riscar o carro, tenho de pagar os estragos, não tenho? Então se calhar o carro não devia estar ali

Porque ali, era o lugar onde morria aquele porreirismo. O porreirismo dos compadrios que permitiam obras de St. Ingracia, como a daquela rua que não passa de uma alameda entre prédios e vivendas, onde um prédio que na frente tem uma galeria, atrás ja nem precisa de passeio. Se tal facto, causar transtorno aqueles chatos com a mania do civismo, que paguem os estragos que causarem ou então que aguardem ao relento, condições mais favoráveis para exercerem os seus direitos.

O mal deles e' intolerância!...Não são porreiros!

Sejam porreiros e aguentem-se `a bronca. Maria Sou