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afterall

Carlos Areias, Lena D´Água, Florbela Queirós e afins, falaram da pobreza nas suas vidas

por maria sou, em 25.11.17

Não lhes fica mal, Não fica mal a ninguém pedir ajuda ou no mínimo, ser sincero. 

Como a todo o comum dos mortais, há muitas outras coisas para fazer enquanto se espera melhores dias. Há muitas atividades que podem procurar para não passar fome.

Recordo-me do triste exemplo de uma senhora que ficou com as lágrimas nos olhos ao contar que não podia oferecer um simples caderninho à filha, porque estava desempregada e não arranjava emprego na sua área. Compreendo a dor de qualquer pessoa que passe carências, até de um regalo para si própria, quanto mais para um filho. No entanto, emprego na nossa área, querida, quando não há, toca a arregaçar as mangas e abraçar o que aparecer.

Quanto aos senhores, figuras da nossa cultura, que imerecidamente, se encontrem neste país que vive uma explosão turística, esquecidos, não teriam muito em que trabalhar se se organizassem espetáculos em inglês e até, francês para entretenimento desses visitantes que não encherão, por certo, os teatros para ver peças em português?

Há textos clássicos sempre tão atuais e textos atuais que muitos ainda não viram nos seus países ou nos países de origem onde são exibidos, porque nunca lá foram, mas fizeram manchete na comunicação social mundial e todos adorariam ver.

Internacionalize-se a cultura portuguesa para receber o turismo que nos visita e aumente-se assim a empregabilidade dos nossos artistas.

Maria Sou