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afterall

Amo-te mãe

por maria sou, em 26.11.17

Lembras-te, Mãe? Quando tiravas o teu tempo de tolerância para nos levares a fazer compras, a ver filmes infantis e, a visitar museus? 

Percebeste algum dia, quanto orgulho eu tinha nisso? Com quanto alegria, vivia esses dias?

Chegavas a casa carregada de livros, de quando em vez, sob o olhar crítico da minha avó, pelo desperdício de dinheiro. Livros para o nosso crescimento intelectual.

Duas das mulheres da minha vida.

Chegaram a perceber algum dia, quão próximas eram? Quanto se amavam e se apoiavam?

As minhas duas máximas alegrias. A raiz do meu eterno sorriso.

Nem imaginavam quanta alegria eu vivia, só porque as tinha na minha vida. 

Perdi uma para o desconhecido, sem que não haja um dia que não a lembre.

Perco.te a ti, para o esquecimento. Vais por um caminho pelo o qual não te posso seguir. Sabe, no entanto. que estarei aqui, sempre que voltares. Isso, estas doenças atuais, não podem impedir.

Eras a minha referência.

Para quê querer mais, quando se tem tudo?

O ser mais rico, talvez nunca saiba, o que é ter, quem lute por nós e no fim do dia, cansado, a sua palavra seja de tolerância para as nossas traquinices.

Não pedir mais, porque se tem tudo,

Talvez o mundo não compreenda, porque olho para ti e ignoro o mundo.

Amo-te mãe.

Maria Sou