Amo-te mãe
Lembras-te, Mãe? Quando tiravas o teu tempo de tolerância para nos levares a fazer compras, a ver filmes infantis e, a visitar museus?
Percebeste algum dia, quanto orgulho eu tinha nisso? Com quanto alegria, vivia esses dias?
Chegavas a casa carregada de livros, de quando em vez, sob o olhar crítico da minha avó, pelo desperdício de dinheiro. Livros para o nosso crescimento intelectual.
Duas das mulheres da minha vida.
Chegaram a perceber algum dia, quão próximas eram? Quanto se amavam e se apoiavam?
As minhas duas máximas alegrias. A raiz do meu eterno sorriso.
Nem imaginavam quanta alegria eu vivia, só porque as tinha na minha vida.
Perdi uma para o desconhecido, sem que não haja um dia que não a lembre.
Perco.te a ti, para o esquecimento. Vais por um caminho pelo o qual não te posso seguir. Sabe, no entanto. que estarei aqui, sempre que voltares. Isso, estas doenças atuais, não podem impedir.
Eras a minha referência.
Para quê querer mais, quando se tem tudo?
O ser mais rico, talvez nunca saiba, o que é ter, quem lute por nós e no fim do dia, cansado, a sua palavra seja de tolerância para as nossas traquinices.
Não pedir mais, porque se tem tudo,
Talvez o mundo não compreenda, porque olho para ti e ignoro o mundo.
Amo-te mãe.
Maria Sou