Alunos reprovados passaram
Segundo denúncia de um professor, sete alunos da Escola Secundária de Póvoa do Lanhoso, passaram, alguns até com boas notas, apesar de estarem reprovados.
Esta denúncia não é mais do que o expor do que se faz em todo o lado às escondidas.
No meu tempo, e acredito que sempre tenha havido privilegiados, juntávamo-nos em grupos para estudar e tirar dúvidas para os testes. Aproveitei muitas horas de falta de professores, para manter as matérias em dia e estudei muitas vezes até altas horas da noite. O tempo que passava no café, era a minha saída, mas estava a estudar. Ao fim-de-semana e nem todos, vinha o cinema, a feira popular, a discoteca e os bares.
Recebe 18s? È o esforço recompensado, mas suado. Quando se os recebe é com a sensação de alívio e de responsabilidade acrescida para o seguinte. Recomecemos que está a dar resultado. E já não se pensa mais no 18, pensasse na matéria que se tem para pôr em dia, se se quer manter a nota.
Saber as matérias, em vez de ficarà espera de favores ou da intervenção do dinheiro dos papás.
Os pais pensam que estão a ajudar os filhos.
No fundo, só não estão a querer reconhecer-lhes potencial. Não querem perder tempo. Estão a idiotizar os filhos que vão crescer a pensar que tudo se resolve com os "chamados jogos de cintura", até ao dia em que algo não tem solução fácil ou o chão falta. Acima de tudo, vão crescer sem a boa sensação de dominarem um assunto cabalmente e até evoluírem dentro dele.
Amar um filho, não é querer garantir a qualquer custo que ele é o melhor. É deixá-lo descobrir-se e ajudá-lo a conseguir lidar com as dificuldades.
A minha sugestão é que deixem as crianças mostrarem o que valem. Não tenham medo que se revelem melhores do que o que se previa.
Ultrapassarmo-nos é um desafio tão viciante como qualquer outro jogo.
Sejam os melhores, desafiem-se, sem batota. O nível de satisfação é garantido.
Não sejam a ofensa para quem é realmente bom e se esforçou e no final sabe o quanto alunos destes nada valem e são uma pedra no sapato de quem quer trabalhar direito, com as armas porque se debateu.
A acreditar na capacidade dos jovens.
Maria Sou
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