A crise do povo II
por maria sou, em 12.06.17
Da história fica o futuro
Nestes tempos de abundância
Que o passado passa incólume
Futuro, sem confiança
Escreve a história o Zé ninguém
Com a sua magra poupança
Sustenta os filhos de outrém
Perdidos, sem esperança
Filhos que o corpo não gerou
Mas que lhes levam o que têm
Filhos que nunca educou
Que na míngua aos pais vêm.
Com histórias sem história
Com voltas de atordoar
Quase vitimas sem memória
Do que os fez enganar.
Filhos sem limites nem regra
Que buscam mundos sem freios
Há muito sem pés na Terra
Na Terra buscam os meios.