A crise do povo I
por maria sou, em 12.06.17
Verdade vem ao jornal
E eu vou ter de decifrar
O que por baixo de tal
verdade tem p´ra contar
No relógio a realidade
Não me posso atrasar
Para pagar a verdade
Tenho de ir trabalhar
Zé pagode, Zé ninguém
Ou até a praça pública
São os nomes para quem
Paga a conta da penúria.
Grandioso iceberg
No seu esplendor gélido
Se derrete o que se ergue
Deixa atrás um lodo fétido.
Zé ninguém, pega na pá
Entras, por fim, na ação
Limpa a ignomínia vã
Que é em nome da nação.