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afterall

Europeias

por maria sou, em 23.05.19

 

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Eu sei que todos presenciaram um grande debate e só eu é que não percebi nada, mas para ser sincera, a pergunta que pairou todo o tempo na minha cabeça, foi a seguinte: Estão a brincar comigo?

Aquilo foi algum debate? Todos tocaram em assuntos chave e que são do agrado da populaça apontando o que é preciso fazer ou se pode fazer. Ninguém disse o que ia realmente fazer. Ninguém se comprometeu. 

Quanto mais alto o posto, maior o medo de assumir compromissos.

Que temas foram abordados? Aqueles que apelam ao coração do cidadão comum.

Falou-se de imigração, que para mim é uma grande treta.

Há muitos, muitos anos, e os portugueses o fizeram em grande escala, as pessoas fugiam em busca de trabalho e melhores condições de vida. Cidadãos responsáveis, empreendedores, trabalhadores, humildes e com vontade de suportar o que necessário fosse para na terra conseguirem melhor vida para si e família.

Hoje em dia, é muito diferente. 

As pessoas fogem aos conflitos e os países que os recebem, dão guarida a elementos verdadeiramente perigosos para a estabilidade a par com vítimas inocentes. 

Nos tempos que correm, a imigração tem de ser analisada com cuidado, pelo perigo em que podem incorrer ao receber de braços abertos quem nos países recetores se quer instalar.

Aceito que há condições terríveis nos países de onde vêm todos estes imigrantes, mas o serem abandonados em alto mar, é uma forma de imporem a quem os pode salvar, que os recebam.

Quem sabe deviam ser socorridos, sem dúvida, mas recambiados para zonas perto dos seus países de origem, até que os confrontos estejam decididos.

Os jovens que entram nos países hospedeiros e por eles acolhidos, deviam de imediato iniciar preparação para integrar as forças da NATO que em campo combatem para os ajudar.

 

Falou-se do desemprego dos jovens:

Ainda ninguém parece ter percebido que a realidade mudou.

Não só os jovens têm de enfrentar o desemprego em grande escala e os empregos de futuro que tendem a afastar-se dos padrões que conhecemos. Mesmo esses, serão apoiados em grande escala pela robótica.

Também, e neste grande problema não se toca, há desemprego nas pessoas ainda jovens que por se encontrarem acima da faixa etária dos 40 anos, dificilmente reentram no mercado de trabalho.

As pessoas mais velhas estão habituadas a pensar que daqui a uns anos vão para a reforma. 

A realidade é que, cada vez mais, chegamos mais jovens a idades mais avançadas. 

Aos 50, as pessoas ainda jovens, ultrapassadas e sem disposição para as novidades que encontram nas funções que sempre desempenharam, querem experimentar novos rumos, concretizar velhos sonhos. A estabilidade financeira, a maturidade, uma nova disponibilidade de tempo, ao verem os filhos a saírem de casa, abre-lhes novas perspetivas de ação.

Nesse novo espírito residirá a diferença. 

O próprio cidadão, que na idade da reforma se sente ainda pleno de energia e curiosidade; mais seguro das suas opções e dos caminhos que ainda quer percorrer, vai deixar de se ver como estando preparado para orientar os "pés para a cova" e vai querer empreender novos projetos, para os quais, até já terá reunido condições para se autor financiar. 

Logo, o problema não se centra no desemprego juvenil, mas na inanição de toda uma população ativa.

O cidadão mais velho, que perde o seu emprego por já não acompanhar a evolução da tecnologia, das novas atividades, ainda pleno da sua capacidade física ou intelectual, tem de estar seguro de que terá todo o apoio para se reciclar e se reiniciar.

 

Outro tema abordado, os problemas climáticos

Ninguém quer ver um planeta que nos permite viver livremente ao ar, usufruindo de uma beleza e condições de vida que parecem ser únicas no universo, desaparecer para que se conquiste uma vida artificial, num planeta longínquo que não parece oferecer nada com a qualidade que já se possui. 

Que se conquiste novos locais de vida, é evoluir. Fazê-lo paralelamente com a destruição do que já se tem, é de uma ignorância que toca a demência profunda.

Quem quer viver encarcerado numa estrutura e se pretender sair, ter de o fazer enfiado numa espécie de camisa de forças, com um aquário na cabeça que recebe o oxigénio das garrafas que transporta às costas?

Quem quiser viver assim, numa fase experimental, temos manicómios de segurança máxima, dispostos a recebê-los e dos quais não podem ausentar-se, que fornecem os respetivos coletes e máquinas de suporte de vida a que os prender.

Ah! E a falta de gravidade? Também já se consegue criar esse cenário em laboratório.

A viagem interestelar? Vão ao shopping mais próximo e pagam 4 euros a sessão, para andar nos simuladores. É uma viagem bem mais curta, bem mais barata e que não causa em grande escala para a destruição da camada de ozono, ao contrário das verdadeiras a par de tudo o que seja lançado para o espaço.

 

Falou-se também de a Europa exigir respeito por parte dos EUA 

A Europa tem é de ser competitiva e interessante para os demais continentes. 

Em vez disso, vemos todas as atividades serem ocupadas por empresas sem rosto a quem não se pode pedir responsabilidades, nem com elas competir.

A corrupção deixou de estar ao nível dos particulares. A corrupção subiu ao poder. Esconde-se em paraísos fiscais e não é tributada.

Os cidadãos das grandes cidades estão a ser desalojados com a mais vil desumanidade, sem dar tempo a que aqueles que toda a vida viveram em determinados locais, possam terminar os poucos dias que lhes restam na companhia dos vizinhos de uma vida, já que muitas vezes, nem familiares têm ou com eles podem contar.

Tratando-se de uma etnia marginalizada, a correr disponibilizam casas para a acolher. Como são apenas cidadãos que já não contribuem, quem sabe, vá que tudo isto lhes dê um enfarte que os despache mais depressa.

A decadência dos serviços públicos. O cidadão contributivo, não é reconhecido no seu esforço, no seu contributo de uma vida. Cada vez mais, é atirado para segundo plano e ignorado. Na saúde, no atendimento público, nos seus direitos.

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A falta de empenho, o discurso desfasado da realidade de cada país, a suavidade com que todos lançaram um tema que os preocupava especialmente, mas sobre o qual não tinham mais do que um minuto para explanar sobre, deixou-nos sem respostas, apenas com um rol de preocupações que fica muito aquém daquele que o cidadão comum carrega no dia a dia, para si, para os filhos, para o futuro incerto e que de modo algume, inclui a todos.

A sentir-se desinformada e ao Deus dará

Maria Sou