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afterall

Divorciados na Igreja Católica

por maria sou, em 28.06.18

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Se pretendermos aderir a um qualquer clube, temos de contar que há regras a cumprir.

Da mesma maneira temos de aceitar que a Igreja Católica tenha as suas próprias regras, principalmente, porque são regras que supostamente terão sido ditadas por um ser divino criador do Universo, da Terra e de tudo o que nela existe. As regras ditadas por este Ser superior visam o bom entendimento entre os Homens, o respeito pela Terra e a vida de paz.

Qualquer outra igreja tem as suas regras e todos os que não as acatem, são excluídos.

Talvez o problema da contenda seja a indefinição da própria Igreja Católica. Saberá ela quais são as suas próprias regras ou que caminho quer de facto seguir?

A verdade é que independentemente da posição do clero, um divorciado pode entrar e sair das igrejas católicas a seu bel prazer, assim estejam elas abertas. Pode visitá-la na qualidade de interesse turístico, pode assistir ao serviço religioso a decorrer no momento, pode até comungar, porque ninguém lhe vai perguntar quem é. Basta encontrar-se num local onde ninguém o conhece e procede como bem lhe aprouver.

A verdade é que, se formos a ser rigorosos, há católicos não casados que também levam uma vida pouco "católica" e há divorciados que estão apenas divorciados e não iniciaram novas relações. Logo, estes últimos exemplos, continuam a "não separar o que Deus uniu". Apenas não partilham casa.

Tudo isto, é discutível.

Cabe à Igreja definir-se e dizer quais são as suas regras exatamente. Ao fazê-lo, obviamente que perderá muitos fiéis e também muito rendimento, mas não há belo sem senão.

Por outro lado, talvez houvesse menos divorciados se a Igreja não cobrasse valores exorbitantes pelos pedidos de anulação apresentados à Santa Sé, quando o motivo que levou à separação é incompatível com a doutrina Católica. Ou seja, um dos cônjuges não cumpriu, mentiu ou omitiu um pormenor relevante, que contraria os Cânones da Santa Madre Igreja.

Decida o que decidir, há uma doutrina base ao seu desempenho..

Se a religião é verdadeira e as escrituras são manifestações da vontade de um Ser Superior criador de tudo, não cabe ao Homem decidir, mas cumprir, se realmente tem fé.

Se, pelo contrário, tudo não passa de uma falácia e de um mito bem cimentado cujas estruturas, por todas as razões, custa agora abalar e reedificar com a verdade, então faça-se o que mais nos convém.

Porque diga-se em abono da verdade, continuamos há semelhança do antigamente, não a ler a Bíblia em Latim, para que o comum dos mortais não tenha acesso a uma palavra tão sagrada, mas de um modo diferente, que leva ao mesmo, a esconder os documentos originais, só acessíveis a uma restrita classe exclusiva de eruditos. 

Pela minha parte, a vida continua e seja como "Deus quiser". 

Maria Sou

 

 

 

 

 

Cultura Candi vs IA

por maria sou, em 27.06.18

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A par de uma sociedade jovem que tenta criar à exaustão recursos tecnológicos que dispensem a mão humana, por vezes, ineficaz e que está na base de erros causadores de acidentes, mais ou menos graves, cimenta-se uma outra que se junta em grandes concertos, (sobretudo de música eletrónica), consome drogas e sonha com paz, amor, respeito e unidade, à imagem do quase esquecido Woodstock e do lema sexo, drogas e rock & roll dos anos 60, que lutava contra a guerra do Vietname. É a EDM geração vs a geração da Inteligência Artifical (IA).

Qual é a luta desta geração?

Caminham como ovelhas em rebanhos, partilham de uma dança ao som das drogas consumidas a um ritmo repetido que acentua o estado de hipnose. 

Nesse estado, alheado da realidade, colorido pelos efeitos dos comprimidos ingeridos, não há competição, pressão ou medos. Todos se apoiam, numa mesma onda. Estão seguros e está tudo bem. Diria até, tratar-se de uma nova forma de agorafobia. Estão bem, enquanto estão no grupo e sentem-se desajustados e em pânico perante a realidade.

Mas a realidade que os aguarda no exterior naquilo a que antigamente se chamava RAVE e agora se recriou em EDM, é cada vez menos promissora sempre que a encaram. 

Os lugares de trabalho, tendem a ser ocupados em todas as áreas, quer nas técnicas superiores, quer nas mais básicas, pela tecnologia informática e robótica. 

Conforme existem cada vez mais máquinas a aspirar, a limpar vidros, a prestar serviços como de cafetaria ou bancários, a exemplo dos ATM, também um exame médico totalmente avaliado por um computador, está próximo de ser real. Sentarmo-nos a uma secretária e pedir que o nosso caso seja defendido em tribunal, não está longe de ser real, porque em poucos minutos um computador procura artigos e casos semelhantes em que apoiar a sua defesa, como testes já o comprovaram.

Em vez das mortes desnecesssárias que ocorreram nestas grandes festas devido às drogas cuja proveniência e modo de preparação se desconhece, pergunto-me se não é momento destes jovens começarem a sentir que têm um lugar no mundo e há momentos que apesar do medo temos de arregaçar as mangas e dizer: " Se não posso sair sem luta, vamos a isto ou quando der por mim, o meu tempo passou e uma máquina tomou o meu lugar?"

Costuma-se dizer que quando os pais acompanham os filhos no seu crescimento, estes sentem-se confiantes para arriscar, ir mais longe, regressar sempre que não se sentem confiantes em busca de apoio para de imediato voltarem a investir contra o desconhecido. Assim, vão fortalecendo o seu carácter e as suas apetências sociais. 

Estarão os pais a libertá-los cedo demais, criando seres assustados, pouco preparados e sem motivação?

Preocupada

Maria Sou

 

 

 

Cultura Candi vs IA

por maria sou, em 21.06.18

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A par de uma sociedade jovem que tenta criar à exaustão recursos tecnológicos que dispensem a mão humana, por vezes, ineficaz e que está na base de erros causadores de acidentes, mais ou menos graves, cimenta-se uma outra que se junta em grandes concertos, (sobretudo de música eletrónica), consome drogas e sonha com paz, amor, respeito e unidade, à imagem do quase esquecido Woodstock e do lema sexo, drogas e rock & roll dos anos 60, que lutava contra a guerra do Vietname. É a EDM geração vs a geração da Inteligência Artifical (IA).

Qual é a luta desta geração?

Caminham como ovelhas em rebanhos, partilham de uma dança ao som das drogas consumidas a um ritmo repetido que acentua o estado de hipnose. 

Nesse estado, alheado da realidade, colorido pelos efeitos dos comprimidos ingeridos, não há competição, pressão ou medos. Todos se apoiam, numa mesma onda. Estão seguros e está tudo bem. Diria até, tratar-se de uma nova forma de agorafobia. Estão bem, enquanto estão no grupo e sentem-se desajustados e em pânico perante a realidade.

Mas a realidade que os aguarda no exterior naquilo a que antigamente se chamava RAVE e agora se recriou em EDM, é cada vez menos promissora sempre que a encaram. 

Os lugares de trabalho, tendem a ser ocupados em todas as áreas, quer nas técnicas superiores, quer nas mais básicas, pela tecnologia informática e robótica. 

Conforme existem cada vez mais máquinas a aspirar, a limpar vidros, a prestar serviços como de cafetaria ou bancários, a exemplo dos ATM, também um exame médico totalmente avaliado por um computador, está próximo de ser real. Sentarmo-nos a uma secretária e pedir que o nosso caso seja defendido em tribunal, não está longe de ser real, porque em poucos minutos um computador procura artigos e casos semelhantes em que apoiar a sua defesa, como testes já o comprovaram.

Em vez das mortes desnecesssárias que ocorreram nestas grandes festas devido às drogas cuja proveniência e modo de preparação se desconhece, pergunto-me se não é momento destes jovens começarem a sentir que têm um lugar no mundo e há momentos que apesar do medo temos de arregaçar as mangas e dizer: " Se não posso sair sem luta, vamos a isto ou quando der por mim, o meu tempo passou e uma máquina tomou o meu lugar?"

Costuma-se dizer que quando os pais acompanham os filhos no seu crescimento, estes sentem-se confiantes para arriscar, ir mais longe, regressar sempre que não se sentem confiantes em busca de apoio para de imediato voltarem a investir contra o desconhecido. Assim, vão fortalecendo o seu carácter e as suas apetências sociais. 

Estarão os pais a libertá-los cedo demais, criando seres assustados, pouco preparados e sem motivação?

Preocupada

Maria Sou

 

 

 

The Dream Therapy - Anthony Bourdain and related

por maria sou, em 11.06.18

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Another one!
One more that leaves a stop before and ends with his life before the date marked.
Anthony Bourdain, a familiar face of those who enjoyed cooking shows, opens the door to reflection, as Robin Williams had done before.
We wonder, how do people who seem to have everything and have reached enviable peaks in the careers they embraced, who are loved and admired, sometimes with excellent figure, suddenly complain of loneliness, of dissatisfaction, no matter what else.
A mansion on Sunset Boulevard does not solve a depression? The latest model from Ferrari or Aston Martin? Bentley? A yacht at the shore, too? A trip around the world in the private jet? Anything?
Yeah. Maybe that's what's missing. Maybe dreaming about something we can´t have, is the secret of happiness.
And why does the answer have to be so linear? There are reasons for which only those who have the prolem know them and we castrator, we put everything in the same bag.
But starting from the principle that there is a dissatisfaction within the almost full satisfaction, I make mine the words of the author Xandra Lisco in her facebook:
 
THE DREAM THERAPY
 (google translator)
Time had no time
Immeasurable freedom
The dawn in the dark night
The idleness at light.
Epithet of pure beauty
To the
eyes that it saw like
Concept of
beauty is obscure
If opinions do not share).
Get out of here fast,
No rush, for pleasure
In many cases,
With wind blowing
Between the eagerness, the leisure.
The eternal smile was sailing.
What the look did not tire
To search without knowing where,
Without even knowing what,
Rest for a Will
That he could not find anything,
Your satiety.
And passing where hope
D
id not have where to stay
It appeared to him in all the strength
Nice to be jealous.
In the lightness of your postage
It was lucky.
That nothing can buy:
"The joy of dreaming"

A terapia de sonhar - Anthony Bourdain e afins

por maria sou, em 10.06.18

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Mais um.

Mais um que sai uma paragem antes e termina com a vida antes da data marcada.

Anthony Bourdain, uma cara conhecida de quem apreciava programas de culinária, abre a porta à reflexão, como já Robin Williams, antes dele o fizera.

Perguntamo-nos, como é que pessoas que parecem ter tudo e atingiram picos invejáveis nas carreiras que abraçaram, que são amadas e admiradas, por vezes, com excelente figura, de repente se queixam de solidão, de insatisfação, sei lá que mais.

Uma mansão em Sunset Boulevard não resolve uma depressão? O último modelo da Ferrari ou da Aston Martin? Bentley? Um iate na marinha, também não? Uma viagem à volta do mundo no jato privado? Nada?

Sim. Talvez seja isso que falta. Talvez que sonhar com algo sem puder ter, seja o segredo da felicidade. 

E porque é que a resposta tem de ser tão linear? Há razões que só quem as tem as conhece e nós castradoramente, metemos tudo no mesmo saco. 

Mas partindo do principio que há uma insatisfação dentro da satisfação quase plena, faço minhas as palavras da autora Xandra Lisco no seu facebook:

 

A TERAPIA DO SONHO

 

O tempo não tinha horas

Imensurável liberdade

A aurora na noite escura

O ócio à claridade.

Epiteto da beleza pura

A alguns olhos que viam

(Que beleza se obscura

Se as opiniões não partilham).

Sai veloz a correr,

Sem pressa, pelo prazer

De kms galgar,

Com vento a espadanar

Entre o afã, o lazer.

O eterno sorriso velava

O que o olhar não cansava

De buscar sem saber onde,

Sem nem saber bem o quê,

Descanso para uma vontade

Que por nada encontrava,

A sua saciedade.

E passando onde a esperança

Não tinha porque ficar

Surgiu-lhe em toda a pujança

Linda de se invejar.

Na leveza do seu porte

Trazia como uma sorte

Que nada pode comprar:

“A alegria de sonhar”.

 

Xandra Lisco 

 

P/ Maria Sou