Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

afterall

A saúde do Estado e um Estado com saúde - Medicina dentária

por maria sou, em 27.02.18

WIN_20180227_12_06_43_Pro.jpg

 

 

Vi uma entrevista, do economista, André não sei das quantas, o carequinha mais bonito que todos os cabeludos, sobre os preços praticados na medicina dentária.

 

Vou emitir um parecer aqui, curto e mal redigido porque não estou com paciência para escrever. Por isso, desculpem se a ideia ficar delineada em moldes gerais ou mal estruturada. Ao vasto público que vai ler, até podia ficar quieta.

 

Se eu fosse governante, (e eles do alto do seu posto estarão a rir e a dizer: "coitada, como se isso já não nos estivesse lembrado."), teria orgulho em estar à frente de um sítio bonito, limpo, com pessoas bonitas, felizes e realizadas.

 

A realidade, é que hoje em dia o SNS foge a realizar exames e tratamentos de elevado custo. Nomeadamente, estomatologia, medicina dentária e ortodontia. Como frisou o convidado, se o Estado se metesse por aí, de quase falido, passaria à bancarrota num ápice.

 

Pois, eu acho, que tendo em vista, que o SNS ainda é o serviço que mais utentes possui, o que lhe permite, face aos custos, poder oferecer serviços a mais baixo custo, porque tem muita procura, propor aos seus clientes, o utente, a famosa "parceria" de que tanto se fala hoje em dia. 

Isto é, face ao custo elevado do tratamento que o utente necessita e que o Estado não comparticipa. Pode no entanto, e porque tem a capacidade de oferecer serviços a preços nem sequer  competitivos, mesmo muito mais baixos, proporcionar a oportunidade de realizar o tratamento, desde que o utente pague o valor que o Estado pode praticar. E a opção ficava na mão do utente.

Necessita de um aparelho para endireitar os dentes? No privado é mil, o Estado pode fazer por 500. Quer pagar? 

Quem não aceitaria? Se no privado acaba por pagar os mil?

Acha que a operação de estética é indispensável para se sentir feliz? No privado é 10000. Nós podemos fazer, com a mesma qualidade a 5000. Quer pagar?

Futilidade? Este é o exemplo, mas há tratamentos que ajudam a que a quimioterapia por exemplo não seja tão difícil de suportar, em todos os seus efeitos secundários, que não são facultados ao comum dos utentes porque um só comprimido tem preços exorbitantes. Mas se a um preço elevado, mas não tão elevado, estivesse acessível, quantas pessoas não optariam por esticar os cordões à bolsa?

 

Claro que, se o Estado enveredasse por uma situação semelhante, não podia cair na asneira de "jobs for the boys" e os preços no público acabarem por andar taco a taco com o privado. A preços quase iguais... no privado é outra limpeza.

 

Satisfação, realização e apresentação, torna um povo feliz.

 

Maria Sou

 

Sapatos, sapatos, sapatos

por maria sou, em 07.02.18

WIN_20180207_12_46_49_Pro (2).jpg

 

Pois bem.

Adoro sapatos. 

No entanto, e porque abusei do tacão alto, mesmo muito alto, já não posso usar mais.

Para além de começar a ter o arco plantar muito acentuado, passei a ter dores excruciantes dentro das almofadinhas que se seguem aos dedos. Colocou-se a hipótese de ser neuroma de Morton. Uns quistos que nascem nessa zona. Nada. Tudo fino. Excesso de pressão naquela zona. Para agravar, tenho pés pequenos.

Para ficarem com uma ideia da sensação, é como se nos apoiássemos numa bola de gel, que se move com a pressão exercida e um pico se espetasse na carne a cada passo dado.

Solução: Baixar aos tacões.

Sim, hoje em dia é habitual uma mulher vestir confortável e completar a indumentária até com uma sapatilha, e está o máximo à mesma.

Mas eu gosto de um sapatinho, elegante e bem feminino. Que é que eu posso fazer?

A minha frustração toda, é que quando espreito as montras, não gosto de nada do que vejo, até porque os sapatos rasos, muitas vezes, estão mesmo ao lado de sapatos de tacão, lindíssimos.

Demais a mais, sabe bem usar o sapato raso e prático, casualmente. Mas tem linhas muito masculinas, para ser usado diáriamente. 

Parece que nem me sinto lavada, quando ando de sapato raso. Sinto-me atarracada, desmazelada e trambalazana.

Outra coisa que acho muito desconfortável, é que entre a frente e o calcanhar, não há qualquer declive, o que torna o caminhar demasiado pesado. Não sei se só eu é que sinto isso, mas um calcanhar ligeiramente mais elevado, dá ideia que já é um primeiro lanço para o movimento de avançar. Torna o andar mais leve.

Por outro lado, será que os senhores desenhadores de calçado não conseguem criar calçado, quase raso, mas mesmo assim, elegante? Com uma tirinha a atravessar o peito do pé, que não tenha a frente do sapato em forma de pá para abrir caminho, mas sim, uma suave frente arredondada ou até ligeiramente bicuda? Com uma tira em redor do tornozelo? Uns cordões sobre o peito do pé ou a subir pelo tornozelo? Diferença de tons ao longo do sapato? Enfim, um não acabar de ideias diferentes e ... para senhora.

Estou enganada, ou é tudo tão igual e masculino? Prático = aborrecido?

Maria Sou

A olhar tristemente os pés metidos nuns botins de cordão, tom de mel da Pepe Jeans que adora, mas não para todos os dias.