A saúde do Estado e um Estado com saúde - Medicina dentária

Vi uma entrevista, do economista, André não sei das quantas, o carequinha mais bonito que todos os cabeludos, sobre os preços praticados na medicina dentária.
Vou emitir um parecer aqui, curto e mal redigido porque não estou com paciência para escrever. Por isso, desculpem se a ideia ficar delineada em moldes gerais ou mal estruturada. Ao vasto público que vai ler, até podia ficar quieta.
Se eu fosse governante, (e eles do alto do seu posto estarão a rir e a dizer: "coitada, como se isso já não nos estivesse lembrado."), teria orgulho em estar à frente de um sítio bonito, limpo, com pessoas bonitas, felizes e realizadas.
A realidade, é que hoje em dia o SNS foge a realizar exames e tratamentos de elevado custo. Nomeadamente, estomatologia, medicina dentária e ortodontia. Como frisou o convidado, se o Estado se metesse por aí, de quase falido, passaria à bancarrota num ápice.
Pois, eu acho, que tendo em vista, que o SNS ainda é o serviço que mais utentes possui, o que lhe permite, face aos custos, poder oferecer serviços a mais baixo custo, porque tem muita procura, propor aos seus clientes, o utente, a famosa "parceria" de que tanto se fala hoje em dia.
Isto é, face ao custo elevado do tratamento que o utente necessita e que o Estado não comparticipa. Pode no entanto, e porque tem a capacidade de oferecer serviços a preços nem sequer competitivos, mesmo muito mais baixos, proporcionar a oportunidade de realizar o tratamento, desde que o utente pague o valor que o Estado pode praticar. E a opção ficava na mão do utente.
Necessita de um aparelho para endireitar os dentes? No privado é mil, o Estado pode fazer por 500. Quer pagar?
Quem não aceitaria? Se no privado acaba por pagar os mil?
Acha que a operação de estética é indispensável para se sentir feliz? No privado é 10000. Nós podemos fazer, com a mesma qualidade a 5000. Quer pagar?
Futilidade? Este é o exemplo, mas há tratamentos que ajudam a que a quimioterapia por exemplo não seja tão difícil de suportar, em todos os seus efeitos secundários, que não são facultados ao comum dos utentes porque um só comprimido tem preços exorbitantes. Mas se a um preço elevado, mas não tão elevado, estivesse acessível, quantas pessoas não optariam por esticar os cordões à bolsa?
Claro que, se o Estado enveredasse por uma situação semelhante, não podia cair na asneira de "jobs for the boys" e os preços no público acabarem por andar taco a taco com o privado. A preços quase iguais... no privado é outra limpeza.
Satisfação, realização e apresentação, torna um povo feliz.
Maria Sou
