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afterall

Pompei - films and other bad films

por maria sou, em 10.12.17

 

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Pompei.
It´s not the kind of movies I like. Not for the theme, ut for the fantastic of the whole presentation.
I forced my self to watch. Who am I to judge. If everybody say it´s great...
It still reminds me, how good it was to let my self be carried into the fantasy world. That said, it´s about sitting down, to watch an allow the argument to conquer me.
Did not happen.
In the last decades, everything has changed too much and the recent generations have lost all the notion how things once were different.
Pompei existed at a time when a woman would not go out by herself  It wasn´t even common for her to have direct contact with horses as they were used for transportation, mainly the military. The riches were transported in litters, usually caried by servants in short distances, or they could just walk. For big distances the litters or carriages where pushed by horses.
The people, who lived in total poverty, tried to pass unnoticed by the ruling classes and military, tried to pass unnoticed by ruling classes and the military. They were easily condemned to dead and by drag, the whole family if the crime would justified it. The most common of the crimes was being a Christian.
For this reason, and because Man always fight for what he believes, Christians, although persecuted, continue to gather in secret to spread the Word.
The fighters of the great arena of the Coliseum, when coming from the condemened side of population, fighted for their lives. No training. The warriors use to train hard to be the one to win as losing could mean the end of their lives, as the Emperors wil.  No one had an arrogant dialogue like that seen in the scenes of Pompeii. Their lives were in someones hands. 
But no one controls he mind and the eyes easily denouce it.  When this happened, the insolent was immediately ordered ot to dare to look his superiror, an invitation frequently assaulted bu a whip. A look of displeasure was in itself a manifestation of opposition. Inadmissible.
The servants and the common people, never walked with te confidence of anyone who knows that at the end of the film, it would have been the fearless and admirable protagonist.
They lived gaunt by the uncertainty of the vile awakening of the Emperor.
The bad and unrealistc dialogues and proximity between different classes were evident in this movie as well in "12 years of slavery", even if this last one was based in a true story.
The lack of investigation, the will to give something modern that captures the attention of the younger generations, steals genuineness to the argumentes and choose the easy path of fighting and pursuits.
 
Another aspect to emphasize is that in the Roman time, the fights in the arena were disputed with several types of weapons, not so much with the sword. They use to fight with the net, the fork, the pack, and so on. Fighters were named according to the weapon they used, such as, Mirmilons and Remains.
 
Anyway, if you want to make a film of fights and persecutions, call it an appropriate name, but not say that is based on a historical event. In fantasy there are also volcanoes and alnds submurged by lava. Call it the movie of " City Submerged by lava and many fights".
 
It´s the opinion of someone who had the opportunity to watch great tv series in time of great cinema productions and read great liraty works.
 
Maria Sou
 
 

 

Aproveitem para ensinar cineastas, escritores e afins - Pompeia

por maria sou, em 10.12.17

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Pompeia.

Não se encontra no género de filmes que me agradam. Não pelo tema, mas pelo fantástico de toda a apresentação.

Forcei-me a ver. Quem sou eu? Se dizem que é bom, vamos ver. 

Ainda me lembra, como diria Vitorino Nemésio, como era bom deixar-me transportar para o mundo da fantasia. Dito isto, toca a sentar, ver e deixar que o tema me conquiste.

Não aconteceu.

Nas últimas décadas, tudo mudou demasiado e as gerações recentes, perderam toda a noção do que realmente se vivia noutros tempos.

Pompeia existiu numa época em que uma jovem não saía a cavalo por aí sozinha. Nem sequer tinha contacto com cavalos. As jovens ricas, eram transportadas em liteiras se percorriam distâncias maiores e andavam a pé, se passeavam no meio em que viviam. Os cavalos eram para transporte, sobretudo dos militares. As liteiras eram transportadas, na maior parte das vezes, por servos.

O povo, que vivia em total pobreza, tentava passar despercebido das classes dominantes e dos militares. Facilmente eram condenados à morte e por arrasto, a família toda era condenada também se achassem que a falta o justificava. O mais comum dos crimes, era ser Cristão.

Por esse motivo, e porque o Homem quer sempre lutar por aquilo em que acredita, os Cristãos, embora se reunissem em segredo e divulgassem a Palavra, faziam-no com todos os cuidados e sobretudo, com muito medo de serem descobertos.

Os lutadores da grande arena do Coliseu, quando vindos do povo, lutavam para morrer ou sobreviver para gáudio do Imperador. Ninguém tinha um diálogo arrogante como o que se vê nas cenas de Pompeia. Eram treinados à exaustão, humilhados, mas calavam. Ninguém controlava a mente, que o olhar denunciava. Quando isso acontecia, o culpado era de imediato convidado a não se atrever a olhar o interlocutor, convite frequentemente asseverado por uma chicotada. Um olhar de desagrado, era por si só, uma manifestação de oposição. Inadmissível.

Os criados, e o povo, nunca caminhavam com a confiança de quem sabe que no fim do filme, terão sido o destemido e admirável protagonista. Viviam acanhados, pela incerteza do que o vil acordar diário do Imperador poderia trazer de penoso para as suas vidas. 

Os maus e irrealistas diálogos, já foram evidente em 12 anos de escravidão, o que tornou o filme mais uma realização do cinema e não um documento que respeitava a história, mesmo que baseado num caso verídico.

A falta de investigação, a vontade de dar algo de moderno que capte a atenção das camadas mais jovens, roubam genuinidade aos argumentos e facilmente enveredam pelo facilitismo das lutas e perseguições infindáveis.

Outro aspeto a salientar, é que no tempo Romano, as lutas na arena disputavam-se com vários tipos de armas, nem tanto a espada. A rede, a forquilha, o maço, etc. Os lutadores tinham nomes conforme a arma que usavam, como os Mirmilões e Reciários.

Enfim, se querem fazer um filme de lutas e perseguições, chamem-lhe um nome adequado, mas não digam que é baseado num acontecimento histórico. Na fantasia também há vulcões e terras submersas por lava. Chamem-lhe o filme da "Cidade Submersa por Lava e muitas lutas".

Outra coisa que me choca.

De manhã, a programação infantil que devia ser de entretenimento e educativa, é frequentemente repetida e violenta. Sinceramente, não me parece que pequenos detetives, mesmo que para uma série televisiva, devam ser postos em contacto com uma realidade como a da escravatura humana. Realidade séria de mais para a processarem, conhecerem e que não pode ser tratada com a leviandade de uma brincadeira de pequenos detetives.

Mas é a opinião de quem teve a oportunidade de ver grandes produções televisivas em tempo de grandes produções do cinema e leu grandes obras literárias.

Maria Sou