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afterall

Amo-te mãe

por maria sou, em 26.11.17

Lembras-te, Mãe? Quando tiravas o teu tempo de tolerância para nos levares a fazer compras, a ver filmes infantis e, a visitar museus? 

Percebeste algum dia, quanto orgulho eu tinha nisso? Com quanto alegria, vivia esses dias?

Chegavas a casa carregada de livros, de quando em vez, sob o olhar crítico da minha avó, pelo desperdício de dinheiro. Livros para o nosso crescimento intelectual.

Duas das mulheres da minha vida.

Chegaram a perceber algum dia, quão próximas eram? Quanto se amavam e se apoiavam?

As minhas duas máximas alegrias. A raiz do meu eterno sorriso.

Nem imaginavam quanta alegria eu vivia, só porque as tinha na minha vida. 

Perdi uma para o desconhecido, sem que não haja um dia que não a lembre.

Perco.te a ti, para o esquecimento. Vais por um caminho pelo o qual não te posso seguir. Sabe, no entanto. que estarei aqui, sempre que voltares. Isso, estas doenças atuais, não podem impedir.

Eras a minha referência.

Para quê querer mais, quando se tem tudo?

O ser mais rico, talvez nunca saiba, o que é ter, quem lute por nós e no fim do dia, cansado, a sua palavra seja de tolerância para as nossas traquinices.

Não pedir mais, porque se tem tudo,

Talvez o mundo não compreenda, porque olho para ti e ignoro o mundo.

Amo-te mãe.

Maria Sou

 

 

Carlos Areias, Lena D´Água, Florbela Queirós e afins, falaram da pobreza nas suas vidas

por maria sou, em 25.11.17

Não lhes fica mal, Não fica mal a ninguém pedir ajuda ou no mínimo, ser sincero. 

Como a todo o comum dos mortais, há muitas outras coisas para fazer enquanto se espera melhores dias. Há muitas atividades que podem procurar para não passar fome.

Recordo-me do triste exemplo de uma senhora que ficou com as lágrimas nos olhos ao contar que não podia oferecer um simples caderninho à filha, porque estava desempregada e não arranjava emprego na sua área. Compreendo a dor de qualquer pessoa que passe carências, até de um regalo para si própria, quanto mais para um filho. No entanto, emprego na nossa área, querida, quando não há, toca a arregaçar as mangas e abraçar o que aparecer.

Quanto aos senhores, figuras da nossa cultura, que imerecidamente, se encontrem neste país que vive uma explosão turística, esquecidos, não teriam muito em que trabalhar se se organizassem espetáculos em inglês e até, francês para entretenimento desses visitantes que não encherão, por certo, os teatros para ver peças em português?

Há textos clássicos sempre tão atuais e textos atuais que muitos ainda não viram nos seus países ou nos países de origem onde são exibidos, porque nunca lá foram, mas fizeram manchete na comunicação social mundial e todos adorariam ver.

Internacionalize-se a cultura portuguesa para receber o turismo que nos visita e aumente-se assim a empregabilidade dos nossos artistas.

Maria Sou

 

Sara Sampaio nega a insinuação de gravidez

por maria sou, em 23.11.17

 

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A nossa querida representante da moda, e muito bem, sentiu-se cansada, manifestando a sua irritação para com as constantes insinuações de uma possivel gravidez, resultantes de uma barriguinha que se salientou nalgumas fotografias.

Os media, de imediato, se lançaram em debates sobre as razões que levam a jovem modelo a reagir de forma um pouco agressiva e pouco simpática, sempre que os comentários não lhe são muito favoráveis.

Do alto da minha ignorância, avento que qualquer pessoa está sujeita a irritações indómitas de origem desconhecida.

Quem não tem aquela pessoa ou aquele assunto a que é particularmente sensível?

No caso da modelo, suponho que nem será a menção a uma possível gravidez que a incomoda. Verdadeiramente irritante será que, depois de todo o excelente trabalho que faz, com a sua indiscutível beleza, haver um pequeno pormenor negativo que sobressai e parece reduzir a cinzas todo o seu esforço.

Num meio tão competitivo como o da moda, a chamada constante de atenção para um detalhe que escape aos cânones do ideal, pode crucificar toda uma carreira promissora.

É uma observação que pode ser utilizada, maldosamente pela competição, nas decisões de contratação e em toda imagem da modelo.

De fora, podemos achar que são argumentos sem sentido, porque nunca uma barriguinha um bocadinho mais proeminente vai fazer periclitar a carreira de tão bela e empenhada jovem, mas para a modelo, pode fazê-la temer as consequências e sentir-se pouco reconhecida.

Querida Sara, não se preocupe com a barriga. Será para mim sempre um belo modelo, porque para além de uma barriguinha, tenho também um narizinho, um rabinho, umas coxinhas que gostaria de ver reduzidas. A diferença, é que como não sou conhecida, ninguém comenta... mas estão cá e nunca vou ser perfeita, nem de perto, nem de longe.

Maria Sou

 

Cores de Outono

por maria sou, em 22.11.17

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Espero que chova

por maria sou, em 22.11.17

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As nuvens cobrem o céu numa promessa velada de chuva, ainda assim, pouco densas para convencer que será verdade.

As pessoas olham o céu enegrecido, num negrume que se assemelha a um fim-de-tarde adiantado, mas que ainda está longe da chuva porque já se apela.

O céu promete, mas continua sem dar.

Nós queremos porque é preciso, mas longe dos focos onde o problema se faz sentir com gravidade, regalamo-nos sempre que o dia vem soalheiro e com uma temperatura quase primaveril.

No entanto, uma pontinha de preocupação já se instalou e faz-se sentir em todas as conversas: - "Bom dia!

- Bom dia!

- Mais um dia sem chuva!

- É verdade! E não se prevê que esteja para vir."

Quase que um enxerto de um texto de Júlio Dínis. Uma conversinha de pequena vila, à mesa do café mais próximo, onde todos se conhecem.

As nuvens vão-se desenrolado mais carregadas nuns pontos e espalhadas em pinceladas que se atenuam pelo céu.

De baixo, tentamos adivinhar, se vem ou não vem.

De cima, parecem desafiar, merecem ou não merecem?

O certo, é que às primeiras gotas de chuva, todas as preocupações e medos com a previsão de um futuro em que a água será um bem escasso, escorrerão pelas sargetas, arrastados com tudo o resto que a chuva levar na sua corrente e sorriremos felizes já a suspirar por dias mais agradáveis, vaticinando: - "São uns alarmistas. No fim, tudo se resolve!"

 Maria Sou

Gostava de ter um animal de estimação mas tenho medo

por maria sou, em 14.11.17

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Há pessoas que temem o facto de terem de se ausentar e não quererem ter de deixar o animal para trás, ou nem terem onde o deixar.Contra factos, não há argumentos.

Outras houve que chegaram a receber um animal em casa mas, a adaptação àquela nova forma de existência dentro de portas, não foi suportável e devolveram ou reencaminharam o animal para novos donos.

A verdade é que nas primeiras semanas e até meses, a proximidade entre o dono e o animal quase não existe.

O dono estranha a presença daquele ser do qual não recebe de imediato a contrapartida do afeto e cuidado que lhe dedica mas, o animal também não sabe bem o que há-de esperar daquele dono.

Para piorar, o animal chega com o seu comportamento básico que pratica, ainda desconhecedor das regras da casa. Pode fazer as necessidades dentro de casa, roer algumas coisas, tentar aceder a lugares que lhe estarão vedados, como camas, sofas, partes íntimas da casa. Podem também tentar sacar comida que não lhe é destinada.

Inicialmente, tanta regra pode até afastar um pouco o animal, deixá-lo um pouco triste.  Mas o tempo vai-lhe mostrar que há um lado bom. Os carinhos, os passeios, o brincar, os petiscos.

Com o tempo, este lado bom, vai ser a compensação para a adaptação forçada a uma nova casa e construir os laços de união entre o dono e o animal.

O maior erro está em esperar que de imediato o animal corresponda com gratidão e alegria à sua nova vida. 

Tem de haver o periodo de adaptação de parte a parte.

Criação de regras par ao animal, que rapidamente as assimilam, desde que sejamos persistentes, sem ser necessária a autoridade extrema. Conforme vão percebendo o que de bom tem o novo lar, também vão querer cumprir com a sua parte para não desagradarem.

Por outro lado, o dono tem de perceber que nem tudo vai correr a seu gosto mas, há coisas que temos de tolerar porque se trata de um outro ser e não de um prolongamento de nós próprios e da nossa vontade.

Quem quiser um ser que aja a seu belo prazer, é melhor comprar um boneco, sem pilhas, porque mesmo estes, já fazem coisas que podemos achar desnecessárias ou até parvas.

Divirtam-se, cuidem, passeiem e brinquem muito com o vosso animal de estimação. O resto vai acontecendo naturalmente, com o estabelecer da ligação.

Maria Sou