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afterall

Facebook e as mentiras que nesta aplicação se divulgam

por maria sou, em 28.09.17

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Qual a responsabilidade do facebook sobre aquilo que nele é publicado?

Deverá ser responsabilizado e até penalizado e multado pelas publicações falsas e difamatórias que alguém fez usando este meio de comunicação?

Contra pergunta? No caso de uma divulgação positiva, rentável e informativa, deveria então ser-lhe atribuída a respetiva compensação?

Sendo a aplicação referida uma plataforma global que promove a aproximação entre pessoas de todo o mundo, desde as mais prováveis às mais inverosímeis, terá o direito ou a obrigação de supervisionar aquilo sobre que falam?

Representemos aquele vasto universo pela mesa de café que décadas atrás era a zona de tertúlias, intrigas e divulgações verdadeiras, ou nem tanto, das novidades mais recentes.

A essa mesa, sempre chegava aquela pessoa que terminava o que contava, quase num sussurro, com um: - "...Foi o que ouvi. Não sei se é verdade. Contaram-me." Assim se salvaguardando, estava lançada a dúvida, a desconfiança, o escândalo, enfim, entre dentes, nunca nada de bom ou dignificante.

Intriga, o consolo do velhaco.

Estabelecido o paralelismo entre esta macro sociedade atual do facebook e a micro sociedade de café de outros tempos, pergunta-se à semelhança, deveria o dono do café ser responsabilizado por toda a mentira ou difamação que fosse divulgada no seu estabelecimento?

Não creio. Creio sim, que quando se voa para mundos mais vastos, aumenta a responsabilidade de quem neles se move. Esconder-se cobardemente atrás de uma ilusória invisibilidade, para fazer o que apetece e assumir comportamentos abjetos, não isenta de culpa o único prevaricador, o autor da mentira.

Já dizia Honoré de Balzac: "As culpas coletivas a ninguém pesa." (Porque aí há uma maioria que não quer que se apure a verdade).

Não somos meninos quando brincamos com armas tão poderosas, somos guerreiros. Como guerreiros. há que ter os sentidos despertos, e uma acuidade cirúrgica de análise do meio envolvente.

 

Maria Sou

 

 

 

 

 

Plágio

por maria sou, em 15.09.17

Ora bem. 

Quem é que gosta de perder o mérito sobre uma tarefa que executou bem? Ninguém

Se essa tarefa ou trabalho, significam para além do mérito de ter realizado algo com qualidade, ascender a categorias sociais ou profissionais mais elevadas e muito importante, ver a recompensa pecuniária disparar, mais pesará na vontade de não abdicar do reconhecimento em função de terceiros.

Quem usurpa de um trabalho desconhecido e tenta dele sacar o seu próprio sucesso, não tem que ficar aborrecido se de repente vir a "careca a descoberto". É que o sucesso tem as duas faces da medalha: A Deus o que é de Deus e a César o que é de César". César como sabem, crucifica o culpado.

As preferências têm esse lado mágico. Mesmo sabendo que o mérito é de outro, provavelmente, os fãs de um, dificilmente seguirão o outro. Exceto se o desconhecido, for mais bonito, mais bem-sucedido, mais charmoso, enfim, o sonho de qualquer pessoa. 

O usurpador também não pode estabelecer um período de tempo para que o assunto seja falado ou até obrigar a que fique silenciado. Quer dizer, se calhar e se pagar bem, até pode conseguir abafar o assunto, que de facto não diz respeito a ninguém. Acontece que a outra parte interessada, também tem algo a dizer, e enquanto não vir o seu reconhecimento legitimamente defendido, não se cala.

A comunicação social, existe para isso mesmo, revelar a notícia.

Quem não quer, não se mete nelas! Há que aguentar e respeitar os direitos daqueles que vão para lá do nosso ego.

Maria Sou

 

 

Os novos preconceitos

por maria sou, em 15.09.17

 

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Cada um pensa o que pensa, cada um faz o que quer, desde que não prejudique os demais nem seja ofensivo!

No entanto, nesta sociedade que enganosamente pensa que é livre de preconceito, tem preconceitos, eles apenas mudaram.

Quantos de nós relatamos algo da nossa vida a que o interlocutor reagiu de uma forma impensada, deixando-nos sem palavras, mas cientes de termos passado uma imagem que não se coaduna com aquilo que somos?

A crítica a quem não cumpre com os padrões sociais correntes, continua a ser contundente, exclusiva e quantas vezes, com base em mensagens mal interpretadas.

Interessarmo-nos por algo diferente, buscando o seu conhecimento, não quer dizer que estejamos rendidos ou pretendamos aderir.

Continua-se a rotular tudo o que fuja aos padrões e com base no desconhecimento de tudo o que é ancestral, cai-se na asneira de emitir opiniões com base numa ignorância atroz.

Quem se interessa por conhecer ideologias orientais, não é herege nem bruxa. Claro, que se o fizer através do Reiki e do yoga, já está na moda, apesar de continuar sem saber nada sobre essas "filosofias" que estão a ser utilizadas nas nossas ciências do comportamento sem que se refira a origem. Também deve ser plagio.

Quem canta o fado, não é antiquado. Gosta de música. E se canta bem, amigo, tem uma grande voz de certeza.

Quem lê clássicos, não é um caso perdido, nem está a desperdiçar toda essa nova literatura em catadupa que não passa de um desenvolver fantasioso ou um explorar dos temas que lhe serviram de base, os clássicos. Nunca se criou tão pouco, como atualmente. Refaz-se e com qualidade inferior.

O meu convite é, ouçam sem medo de estarem a ser aliciados, sem julgamentos e saibam do que falam antes de emitirem opiniões perentórias que frequentemente vão evidenciar o vosso grau de ignorância.

E podem perder um amigo.

Contra o preconceito e a falta de tempo para ouvir

Maria Sou

Maria Sou

 

 

 

 

Ciúmes ou razão?

por maria sou, em 14.09.17

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Olá,

E o confronto instalou-se. Ciúme vs Razão.

Alguns defendiam que quando a pessoa intervém para resolver uma situação que lhe é desconfortável, instala um período de amuo ou termina mesmo a relação, é ciúme. Outros, defendem que, não há ciúme, mas também razão conforme a situação que ocorre.

Eu cá acho que há ciúme e há razão que os outros gostam de justificar como tratando-se inflexivelmente de ciúme.

Se eu saio de casa para cumprir com as minhas obrigações diárias a pensar no que a outra pessoa estará a fazer, manifestando insegurança e incerteza quanto à fiabilidade do outro, mesmo que para tal não tenha motivos, é obviamente, ciúme, insegurança, e até falta de respeito para com o parceiro.

Se não deixo que haja tarefas extra relacionamento, como práticas desportivas, encontros ocasionais de velhos amigos, ir assistir a um espetáculo que o outro queira ver e que para nós seja um tédio, isto é, situações do tipo, se eu não vou, tu também não vais, é ciúme, é despotismos, é ser uma pedra no sapato.

Não considero ciúme, mas sim, razão, se perante comportamentos com os quais não nos identificamos e são reincidentes, preferimos terminar a relação. Um aviso, dois avisos, à terceira, não dá.

Não acho que se possa classificar de ciúme casos como, sair para ir comprar tabaco e voltar ao fim do dia, sem qualquer justificação, nem aviso de atraso.

Não acho que seja ciúme, se tivermos uma pessoa que capta toda a atenção do(a) parceiro(a) e quase só lhe falta sentar-se no colo dele(a), sem que o alvo dessa atenção, imponha um limite para o à-vontade do inoportuno.

Cada vez mais, há pessoas que agem como se o parceiro não estivesse presente ou tentam passar-lhe por cima.

Se quero estar bem na minha relação, tenho de fazer a inoportuna pessoa sentir-se desconfortável em certos avanços, bastando para isso, não lhe manifestar qualquer reação da minha parte. Se incentivo e correspondo ao mesmo tempo que ignoro aquele que de facto está numa relação comigo, obviamente, que o problema se instalará entre o casal. E para mim, não é ciúme, é o que é.

Por vezes, caímos na asneira de após termos manifestado polidamente, o nosso desagrado pela situação, passarmos a uma mensagem mais contundente. Pior ainda, é quando já aborrecidos por fazerem de nós parvos, mostramos que se quisermos podemos descer ao nível das pessoas, dizendo-lhes certas verdades e demonstrando que não estavamos a leste, estavamos apenas a dar tempo para que a outra pessoa quisesse o mesmo que nós. Se não quer, adeus.

Mas aí é que vem o momento difícil, é que a pessoa que não respeita nem faz com que respeitem, quando vê que o companheiro termina a relação, volta, pede desculpa, pede que tudo se resolva, que tudo foi um mal-entendido, que vai mudar. É automático.

Acabar com este tipo de relação a que se deu todo o tipo de oportunidades e na qual a única coisa que mudou, foi o terceiro elemento que ajudou a causar o mal-estar e tudo volta a ser como dantes, não é ciúme, é razão.

Quando a outra pessoa recebe constantemente chamadas que não pode atender na presença do parceiro, sai sem se saber bem onde vai. Não é ciúme, é muito estranho.

Quando a pessoa falta a compromissos, não é ciúme, é falta de respeito.

Quando a pessoa quer saber sempre onde estamos, com quem estamos e nos instaura um inquérito se tivermos saído da rotina, e duvida das respostas, não é ciúme, é insegurança doentia da outra parte.

Enfim, na minha opinião, ciúme é tudo o que se baseie em suposições infundadas. Com bases concretas, é apenas o resolver o que ainda pode resultar ou o que não tem qualquer hipótese. Não se deve é prolongar esses momentos ou depois tudo vai cair no mesmo e o que não é, também começa a ser visto como se fosse, e instala-se a amargura, a agressividade e o conflito. 

Acho mesmo, que não há tanto ciúme como se pensa. Ha razões mal resolvidas. 

Como dizia o Raúl Solnado, sejam felizes e não insistam no que não tem pernas para andar, e deixem livre quem o merece. Não inventem.

Maria Sou

 

 

 

Alzheimer e afins e a volatilidade do conhecimento

por maria sou, em 10.09.17

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Há alguns dias, debatia-se na televisão se "estamos a criar filhos dependentes".

Temos tendência, à maneira de velhos do Restelo, de achar que a nova geração, não vale nada.

Convivo par a par com o profissionalismo, empenho, disponibilidade e espírito de camaradagem de muitos jovens que se destacam também pela sua educação.

Sempre houve pessoas inaptas para qualquer tipo de trabalho, apenas porque não estavam para se cansar. No tempo dos nossos avós e pais, numa escala muito menor, porque também a empregabilidade era muito superior e a mentalidade, educação e princípios, eram outros.

Deste pequeno resumo se vê que muito do problema da inércia de muitos jovens, parte da mentalidade que há em casa, mais do que das carências sociais. Protecionismo excessivo, por um lado, exemplos deploráveis, por outro, que partem frequentemente dos progenitores..

Mas, uma coisa que observo e que na minha leiga opinião acredito que pode ter grande influência na tendência para doenças do tipo Alzheimer e afins, é a volatilidade do conhecimento.

Diariamente, os interesses alteram-se. Desde aprendizagem ao desporto até aos pontos de socialmente de interesse. Tudo se renova, constantemente.

Diz-se que as profissões que menos são afetadas por esta doença, são aquelas que são dedicadas ao estudo: atores e incrivelmente, as freiras, porque têm longos períodos do dia dedicados ao estudo. Ao exercício do cérebro.

Embora, também estes aprendam novos assuntos o âmbito a que se dedicam é constante. 

A nível social, para além dos hábitos sociais serem cada vez mais perniciosos, como o abuso do álcool, (em que as pessoas tentam sentir uma euforia que não é real no quotidiano e por isso, buscam essa sensação sempre que podem, de forma a obedecerem a um estereótipo de pessoa de sucesso, demonstrando aquela alegria de quem está de bem com a vida), há também, a necessidade de se viver para o modo como somos vistos, através da aquisição de tudo o que é símbolo de poder económico e modernidade e atualidade: na moda (aquisição de marcas. Hoje veste-se marcas, não se veste bem), na tecnologia, nos hábitos recreativos, etc.
Mais do que nunca, vivemos para mostrar aos outros o que podemos ter e não tanto para aproveitar para ter o que de bom a liberdade nos abriu portas para poder fazer- o poder de escolher. Mais do que nunca, somos orientados pela ditadura - a do consumo, mais do que nunca "encarneiramos" uns atrás dos outros, qual rebanho bem guardado.
 
Essa aquisição constante de novas ideias e novos interesses, não impedirá que o cérebro se fixe em matérias específicas exercitando-se? Não será este interesse disperso, o início de um alheamento que torna o cérebro pouco focado?
 
Também um corpo que ora é exercitado num sítio e depois noutro, num exercício sem consistência nem periodicidade, pode-se ir mantendo relativamente em forma, mas nunca estará definido.
 
A expor as suas leigas dúvidas,
Maria Sou 
 

ITHAA - O restaurante subaquático

por maria sou, em 04.09.17

Nas maldivas, com acesso no final de um molhe, encontra-se um dos melhores restaurantes do mundo, O ITHAA.

Por uns 350 dólares, tem direito a um jantar com cinco pratos, num ambiente único,

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Bom apetite,

Maria Sou 

Stand up Comedy - Conspiração contra as mulheres em geral

por maria sou, em 02.09.17

Desde que deixei de fumar, engordei 14kg.

Não é que os queira perder todos, porque também estava muito magra.

Pálida como eu sou, sem maquilhagem e muito magra, pareço uma desenterrada. Corro o risco de me fazerem o funeral e com o pé pisarem bem a terra, não vá eu fugir outra vez.

Mas pelo menos 7 kg gostava de emagrecer.

A prova de que há uma conspiração contra as mulheres, é a quantidade de confeitarias, restaurantes que abriu a par do conceito de corpo definido. Refeições assim, refeições assado e então gourmet, nem se fala.

A pessoa passa nas confeitarias, os bolinhos começam a lançar o seu brilho de glacê, com os seus corpinhos rechonchudos, amorosos. E cede-se à tentação.

Outra prova de que há uma conspiração contra as mulheres.

Conhecem a LGB. Lésbicas e Gays em Bica, deve ser esta a tradução para português!

Eu até aderia, mas quando estava mesmo para o fazer, olho ao redor... Os homens estão cada vez mais bonitos.

Há uma conspiração.

Outra prova.

A pessoa diz. Vou contrariar toda a ideia de que a mulher gastadora. Vou ser frugal com o meu rendimento.

Cartões de crédito a rodos!

E temos que os usar, porque estas empresas dão emprego a muita gente. São uma mais valia para o país.

O pior é que antigamente para nos excedermos nas despesas, gastavamos do cartão de crédito deles, hoje em dia, ganhamos para ter os nossos próprios cartões de crédito. Agora são eles que agradecem se puderem tirar partido do nosso cartão de crédito  ........................................................................................................................................................

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Ah, por isso, é que os homens andam mais bonitos!

 

Noutro dia, saí­ com um rapaz que simpatizou muito comigo desde a primeira vez que conversamos. Coincidentemente, sobre os cartões de crédito que tenho. A páginas tantas, ele muito delicadamente insinuou que gostaria imenso que o convidasse para jantar fora.

Ele era tão giro, que eu não resisti e aceitei o convite velado.

Fomos a um restaurante gourmet.

Montes de calorias, no entanto.

O meu traseiro, cada vez menos gourmet, as coxas também não têm nada de gourmet, só o pneu em torno da cinta é que é Michelin.

As entradas gourmet, o jantar gourmet, a sobremesa, gourmet.

Vamos para a cama!

GOURMET e ele leva um prato cheio?

Há conspiração!

 

 

Boa!

Maria Sou