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afterall

Alunos reprovados passaram

por maria sou, em 21.08.17

Segundo denúncia de um professor, sete alunos da Escola Secundária de Póvoa do Lanhoso, passaram, alguns até com boas notas, apesar de estarem reprovados.

Esta denúncia não é mais do que o expor do que se faz em todo o lado às escondidas.

No meu tempo, e acredito que sempre tenha havido privilegiados, juntávamo-nos em grupos para estudar e tirar dúvidas para os testes. Aproveitei muitas horas de falta de professores, para manter as matérias em dia e estudei muitas vezes até altas horas da noite. O tempo que passava no café, era a minha saída, mas estava a estudar. Ao fim-de-semana e nem todos, vinha o cinema, a feira popular, a discoteca e os bares. 

Recebe 18s? È o esforço recompensado, mas suado. Quando se os recebe é com a sensação de alívio e de responsabilidade acrescida para o seguinte. Recomecemos que está a dar resultado. E já não se pensa mais no 18, pensasse na matéria que se tem para pôr em dia, se se quer manter a nota.

Saber as matérias, em vez de ficarà espera de favores ou da intervenção do dinheiro dos papás.

Os pais pensam que estão a ajudar os filhos.

No fundo, só não estão a querer reconhecer-lhes potencial. Não querem perder tempo. Estão a idiotizar os filhos que vão crescer a pensar que tudo se resolve com os "chamados jogos de cintura", até ao dia em que algo não tem solução fácil ou o chão falta. Acima de tudo, vão crescer sem a boa sensação de dominarem um assunto cabalmente e até evoluírem dentro dele.

Amar um filho, não é querer garantir a qualquer custo que ele é o melhor. É deixá-lo descobrir-se e ajudá-lo a conseguir lidar com as dificuldades.

 

A minha sugestão é que deixem as crianças mostrarem o que valem. Não tenham medo que se revelem melhores do que o que se previa.

Ultrapassarmo-nos é um desafio tão viciante como qualquer outro jogo.

Sejam os melhores, desafiem-se, sem batota. O nível de satisfação é garantido.

Não sejam a ofensa para quem é realmente bom e se esforçou e no final sabe o quanto alunos destes nada valem e são uma pedra no sapato de quem quer trabalhar direito, com as armas porque se debateu.

A acreditar na capacidade dos jovens.

Maria Sou

 

Os incêndios em Portugal

por maria sou, em 20.08.17

Uma bloguer publicava a sua indignação face ao protagonismo assumido pelos jornalistas junto às tragédias que têm ocorrido por todo o país.

A minha maior questão é porque ainda não questionaram como é que o país de repente se incendeia? Numa época que a vigilância está muito mais facilitada, pelos satélites, pelos drones, papapi papapum, como é que a situação se descontrola desta maneira?

Num país de reduzidas dimensões como o nosso, o turista começando a conhecera sua beleza, quer ver mais e facilmente o percorre de Norte a Sul. Quanto mais dias permanecer, mais receita traz.

Sendo o turismo uma das nossas principais fontes de receita, não era de se tomar fortes medidas de prevenção contra possíveis incêndios, incendiários e investir meios de prevenção e de combate a fogos?

Obrigar à limpeza dos terrenos. O não cumprimento, multas a favor do Estado = receita.

Sonho com a possível construção de um sistema de aspersão em altura, móvel e acionável aos primeiros sinais de incêndio.

Habitualmente, o combate vai do chão para cima e é localizado, colocando muitas vidas em risco.

Cismo que o ideal era um sistema de cima para baixo que aspergisse grandes áreas, tornando-as húmidas e pouco inflamáveis.

Á semelhança daqueles sistemas de rega de grandes terrenos, que um cano com várias saídas percorre de lés-a-lés toda a área, regando cada zona de uma só vez em toda a sua largura e vai percorrendo todo o comprimento acionado por rodas nas extremidades, assim seria o sistema ideal de combate a incêndios de largo espectro. Isto é, ao sinal de incêndio, abria-se um sistema de rega que de imediato aspergia a maior área possível e não apenas o foco de incêndio, prevenindo reacendimentos por dispersão de faúlhas. Ex:Uma extremidade no topo de um monte até à zona limítrofe de floresta, alimentado por minas de água naturais, poços e veios de água. Acionada a irrigação, mantinha-se fixo o pé no topo da montanha, que só rodava sobre si mesmo e o pé na zona limítrofe da floresta deslocava-se fazendo com que toda a área sob o sistema de aspersão, fosse recebendo àgua ao longo do seu trajeto e dificilmente o fogo se propagaria porque toda a zona envolvente estaria já a ser humedecida. Os bombeiros só teriam de se dedicar quase exclusivamente aos pontos principais de incêndio. 

Evidentemente, que a manutenção dos sistemas seria vital e o seu teste de funcionalidade diário, porque quem vai atacar, sabe que meios inibidores da sua ação devem bloquear. E os custos da responsabilidade de cada autarquia.

Enfim, face às tragédias, a mente revolve-se em busca de soluções. Nem que seja por sonhos.

Maria Sou

Infantilmente sonhadora

Barcelona e afins

por maria sou, em 19.08.17

Em todas as lutas por ideais, há confrontos e com estes, vítimas.

Todos os que lutaram pela liberdade de que hoje usufruímos em Portugal, foram vítimas, algumas até mortais. Mas alguém lutou.

Quem defendeu as colónias? Morreram uns, estropiados outros, sem mazelas evidentes outros tantos, Sem sucesso, mas lutaram.

Há sempre luta pelos ideais e contra a opressão. 

Mas esta luta dissimulada contra os inocentes de tudo aquilo que constitui acusação, é justa?

Pessoas que aceitam e vivem par a par com aqueles que enganosamente planeiam a sua morte ao mesmo tempo que apertam a mão que lhes é estendida, merecem este destino?

Jovens que dão suas vidas tão inocentes a ponto de as oferecerem de tão bom grado, numa afirmação única, sem argumento, sem darem oportunidade a uma solução pacífica, para que não lhes seja roubado num decisivo momento, tudo o que a vida ainda tinha para lhes oferecer...!

O que se passa de verdade? O que é que se pretende de tudo isto?

Apesar de todos os regimes que existem e que afirmam saber o melhor para o povo que dirigem, é no ocidente que há a liberdade de se escolher a carreira, a família, os amigos. É no ocidente que trabalhamos, mas também saímos a apreciar a vida, nos dias de descanso. É no ocidente que vivemos em paz, sem deixarmos de contestar o que de errado possa haver. 

São notícias destas que lançam veladuras sobre o sol brilhante dos nossos dias, lançando-nos na mística obscuridade da existência que afinal, não é garantida.

Maria Sou

Mundos dentro do Mundo

por maria sou, em 17.08.17

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 650.000£ em prata e diamantes. Pode retirar o diamante central e usar num colar. 

 

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Embrulhos em material diverso, como pele, cobertos de cristais Swarovsky.

 

 

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 As tartes de chocolate, Rodolfo, a rena do pai Natal, a 450£/cada, serão um original acepipe, porque o nariz é um rubi verdadeiro... Ah! E porque é alusivo ao Natal.

 

Há mundos insuspeitados.

Apesar de caminharem ao nosso lado e pisarem os mesmos passeios que nós, como diria John Carpenter "Eles vivem". Basta colocarmos uns óculos especiais, de umas centenas a milhares de Euros/Libras/Dólares e começamos a vê-los.

Planear um Natal, com uma estrela no topo da árvore de 650.000£ é o banal de quem quer tudo personalizado... e pode pagar. Bem como, decorações que ascendem às dezenas de milhares de Euros, feitas por encomenda.

E que não faltem os arranjos de flores com custos semelhantes às decorações, para casas onde ainda não temos a certeza se vão lá passar o Natal ou não. Vai-se fazendo a despesa e tratando da decoração, não vá o diabo tecê-las. São apenas umas centenas de milhar para a frente ou para trás. Trocos. Não podem é ficar na mão. Por via das dúvidas, decorem todas as casas de que são proprietários, depois veem onde vão celebrar essa época tão especial do ano. Mandar remobilar a casa porque não combina com os tons dos arranjos natalícios, também não é problema para estes multimilionários.

Pequenas embalagens de bombons personalizados a 1000£/dúzia, que albergarão à mistura uma jóia ou a chave de um carro ou de um apartamento, também é preciso. Ou o "papel" de embrulho coberto de cristais Swarovsky, cujo preço varia entre o muito e o escandaloso, não vá o presente ser maior e não caber nas embalagens de bombons personalizados.

Um mundo tão diferente, que nem o vemos no nosso dia-a-dia, mas tal como os seres de outro planeta de Carpenter, existe.

Um brinde ao sucesso da Revolução Francesa.

Maria Sou 

 

Hunger Games

por maria sou, em 13.08.17

Reconheço que adormeci sempre que fiz um esforço para ver o filme, o 'primeiro da série, talvez daí ter ficado a pairar na minha cabeça a seguinte questão: "Percebi mal ou o filme não vale nada?"

Uma paisagem de destruição, porque esta nova geração de filmes parece ter medo da cor verde da relva e do azul do céu. A heroína, que não vi fazer nada para além de soltar umas frases que pretendiam ser poderosas e chorar por tudo e por nada. Afinal, quem foi salvar o Petta, foram os outros. 

Não se percebe bem contra o que lutavam especificamente. Um poder absoluto? E o ditador, Donald Sutherland, quem já não o viu a interpretar grandes papéis em histórias cheias de História, como as lutas anti-raciais em África. Histórias que podiam ser reais porque aconteceram a tantos. Filmes poderosos pela crua verdade, que nos arrepiavam até à medula porque estavam cheios de coragem real, lutas transoceânicas correntes ou recentemente ultrapassadas. Os heróis de fantasia não eram necessários porque não faltavam a resolver problemas de povos e de vida que aconteciam em toda a parte.

O orçamento foi caro para este filme? Para alugar a lixeira que representava a cidade destruída, o transporte futurista de resto, parece um palco de qualquer ópera de orçamento reduzido em cenário.

Seymour voltou às drogas ao fim de tantos anos sóbrio. Depois de tantos anos a participar em grandes produções com suas excelentes prestações de grande ator que era, agora reduzido a um filme de pretensiosas frases que pretendiam conferir um tom poético e grandioso ao texto.

Convenhamos que à parte os grandes efeitos especiais que estes filmes oferecem e a idiotice, Hollywood como grande produtor cinematográfico está em queda livre no que respeita a qualidade, ao contrário da Europa, com especial atenção para o cinema françês, que está a sair com excelentes filmes que abordam problemas e histórias reais com que nos identificamos.

Eu não quero ser herói mascarado de uma história grandiosa e irrealista. Quero ser participante de um mundo real que tenho de viver todos os dias.

A fantasia por vezes é boa, mas tem de ter um enredo, a primeira coisa que se foi perdendo na qualidade dos filmes. Os enredos foram dos primeiros a sofrer uma redução considerável. Tem de trazer esperança. Para quê sonhar com mais, para ser tão mau ou pior?

Maria Sou

(A achar que percebeu qualquer coisa mal)

 

O fado está mais rico

por maria sou, em 06.08.17

https://youtu.be/UUksgYM3qFw via @YouTube

 

Pois é, Paulo Bragança está de volta. 

Se a América tinha a voz Sinatra, Portugal tem a voz Bragança e que voz masculina do nosso fado.

Bem haja e bom regresso.

 

Maria Sou

 

O momento

por maria sou, em 05.08.17

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Gostava que este momento não acabasse.

O momento que antecede a partida.

No curto momento entre afazeres e despedida, tudo é possível até voltar atrás ou não ser verdade. 

Durante esse pequeno instante, podemos acreditar o que quisermos. Tudo se resolverá e o pior não vai acontecer. Não é necessário acontecer. 

Nesse espaço de tempo decisivo entre o estar quase tudo ultimado e o ir, comportamo-nos com a esperança de que nada ainda é certo, embora de quando em vez a realidade surja clara e sem ilusão e um aperto na garganta seja prenúncio da tristeza que se segue a uma perda. 

Talvez seja necessário o último minuto para se saber que afinal, não se quer ir, não se quer dar aquele passo. Para se saber que nem faz sentido algum dia se ter pensado daquela forma.

E o olhar procura com que se distrair e trazer de volta a normalidade á alma que nele se reflete e está suspensa de esperança.

O momento chega e não há magia.

No último momento, o telefone não toca, nem ninguém chega a correr a impedir que o destino se cumpra.

Só existe a opressão no peito que por maturidade não deixamos que se sobreponha a todas as outras emoções. Cumprimos com o decoro social sem sobrecarregarmos os demais com as nossas mágoas.

Cumprimos o protocolo das despedidas, suspirando em segredo por nos podermos isolar no nosso lugar e nos dedicarmos ao turbilhão de sensações que nos invadem, ou apenas nos deixarmos levar, vazios de tudo o que tínhamos planeado e se gorou. O recomeço.

A vida é assim, cheia de fins definitivos sem reviravolta.

Momentos dentro de um momento.

É o peso do adeus. A dor do recomeço.

Maria Sou,  in "..."

 

 

 

Contas Poupança

por maria sou, em 03.08.17

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Ideias, ok.

 

1º Fazer uma relação das despesas fixas do mês.

2º Deduzir ao rendimento mensal esse total e ver o que sobra.

O que sobra não significa que é para gastar.

Sobre essa sobra vão ocorrer despesas variáveis. Veja o que lhe dá mais jeito resolver nesse mês e tente diluir as despesas mais prementes ao longo dos meses.

Não carregue preocupações. Resolva-as. É a importante forma de não criar ansiedade e despesas para a satisfazer, desnecessárias e sem qualquer utilidade prática. 

Ex: um mês, resolve o problema de pichelaria, no outro o dentista, no outro, a vacina do cão...

Terá de estar consciente, que a sobra diminuiu. Depois há também o entretenimento. Alguma da sobra vai ter de dar para isso. Como vê, não falta destino para essa sobra. Destine-a para momentos agradáveis e necessários. 

Se tiver em mente esta responsabilidade, vai ver que não gasta dinheiro à toa.

Estipule uma poupança mensal. Ex: 50€. Ao fim de 10 meses são 500€, que é quase nada. Ao fim de dez anos o panorama ainda é mais medíocre, 5000€. Tanto esforço para isto? Pfffffff.

Mas se juntarmos os subsídios de férias e de Natal, ou parte, ao fim de 10 anos, temos umas dezenas de milhar. 

Já soa diferente, não é? Soa melhor. Muito melhor.

Perguntar-se-ão: "Mas se vou fazer tanto esforço, não vivo?"

Estamos a falar de retirar à sobra um pequeno montante mensal.

Mas viva.

1ª Sugestão - gasta 50 quando tiver 100. Mas vá aumentando a essa margem quando quiser gastar mais 50 ou nunca mais sai dos 100 e há muito em que gastar por necessidade acima dos 100. 

Não se perca com coisas engraçadinhas e acessíveis que não servem para nada ou não satisfazem plenamente. Se as juntar todas, rapidamente atinge valores que podia ter utilizado com resultados menos efémeros e mais amplos.

2ª Sugestão - Mantenha um único crédito. Ex: Um eletrodoméstico que tem de ser substituído. Não viva na angústia de não o poder adquirir ou ter de esperar para o fazer, quando lhe faz tanta falta. Veja um crédito que pode suportar com a sua sobra e adquira o bem. Verá que a satisfação e o alívio de ter resolvido esse problema é tal que se sentirá calma e com poder para levar a sua vida para a frente. Não tente resolver todos os problemas de uma vez e arruinar-se estupidamente em créditos que não pode suportar ou que a vão deixar em maus lençois se a vida levar uma reviravolta. Acima de tudo, não seja tonta.

Uma coisa de cada vez e que caiba no orçamento sem criar tensão financeira.

O que torna a vida feliz é o nosso bem-estar: aparência, lar e confraternização.

Mais vale gastar 100 nuns sapatos, que 5x5€ em peças que depressa abandonamos porque desbotam, perdem a forma, não são assim tão bonitas, mas sim, um triste arremedeio.

Podemos dizer que a casa não é importante. A verdade é que sempre que vemos uma casa bonita, desejavamos ter uma assim. Temos de para de mentir a nós próprios e começar a trabalhar para atingir mais esse objetivo.

Sentir a casa, ver o que lhe falta, o que precisamos nela, o que significa para nós uma casa bonita, para não comprarmos à toa e no fim, não termos nada e continuarmos com vergonha de convidar alguém lá para casa.

Lembrar que não há nada mais importante que muita arrumação. Acreditem. Ao fim de algum tempo, é do que mais sentimos falta. 

Olhar o espaço e ver o que ficava bem e aonde. Estabelecer um plano para realizar, com tempo e sem aventuras. Toda a conquista vai acrescentar beleza e tornar o projeto uma realidade em vías de concretização.

Felizes com nós prórprios, cientes que a nossa vida está nas nossas mãos, somos mais leves, felizes e até menos exigentes e consumidores. Apetece-nos esperar pelo que de bom lá vem.

Muita sorte e bons planos

Maria Sou