Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

afterall

deixar de fumar

por maria sou, em 20.01.17

Depois de uma gripe e algumas avarias técnicas, está na altura de avançar.

Deixar de fumar, passa por uma vontade interior de atingir esse objetivo.

"Tenho que..." " Queria deixar..." "Um dia vou...", não e' suficiente. Não há determinação nestas expressões de vontade. São expressões de quem acredita que um dia, tudo acontecerá por magia, sem esforço.

Não e' muito maia difícil que isso, também.

Para além dessas expressões ligeiras está preparado para deixar de fumar, quem sente como um prego na alma, cada cigarro que pega e adia deixar, dizendo: 'E só mais este".

Provavelmente, não e' só mais esse, nem os próximos. Provavelmente, não e' mais esse dia, nem os próximos. Provavelmente, vão ser mais uns maços e uns meses.

E se for mais rápido? Maravilha.

E se houver recaídas? E' o mais normal. Há dias que acordam tão intoxicados com o que fumaram no dia anterior, que levar avante a decisão de deixar de fumar parece fácil.

E param um dia.

Mas o organismo começa a limpar e a necessitar de repor os valores de nicotina habituais.

Pede-se a um amigo. E' só aquele. Para matar a "traça". Mas a vontade continua, e parece mal continuar a "cravar". Toca a comprar um maço. Já que se o comprou...vai-se fumando.Só que no dia seguinte, os votos de ir fumando controladamente, a fim de deixar definitivamente, revelam-se gorados, face ao pacote vazio e amarrotado e uma saída `a rua para ir comprar mais.

Nesta altura, quem realmente quer deixar o vício, diz a si mesmo o que os que só o pretendem da boca para fora ouvem de quem os rodeia:" E' só conversa. Já conheço essa história. Fuma e cala-te".

Mas e' aqui que começa o ponto de viragem de quem está empenhado em deixar.

Aquele dia sem fumar, passou-se bem. E quando estão em ambientes que não podem fumar? Muitas vezes, acatam a situação e embora, acendam um cigarro assim que se vêem livres, durante o tempo que estiveram ocupados, chegaram mesmo a conseguir esquecer a ansiedade de fumar.

E' que há duas partes do vício. A dependência física/organismo e a dependência psicológica, que se traduz em ansiedade.

Na dependência física, temos de ir com mais calma. Mas na psicológica, somos como crianças birrentas: :" Eu quero...", "quero mais um...",

Analisar a origem da ansiedade, será recomendável.

Tem origem nalgum problema?

E' algo sem solução? Bolas, e' complicado.

Tem solução? Então temos de empreender esforços mo sentido de resolver os problemas, porque eles não se resolvem por acender um cigarro.

Somos crianças, para ficamos em pânico e aterrados perante as situações, ou adultos que enfrentam a adversidsde como um assunto a tratar?

E' o ócio, que faz ter vontade de gastar energias?

Por certo, não faltam coisas que há muito deseja fazer e vai adiando.

Acredite que muitas dessas coisas são colocadas no prato da balança em que o contra peso, e' fumar um cigarro. E vão ficando por fazer. (A torneira que pinga, uma bricolage que há muito tem em ideia, enfim, tantas coisas)/p>

O importante, e' por cada vez que conseguiu reduzir, ou deixar de fumar um ou mais dias e recai, não desistir da ideia. De cada vez que o faz, a "quantidade" de dependência do organismo, diminui. A dependência mais difícil de controlar, porque e' mais intrínseca. E' a parte neurológica que apela ao físico, que obedece.

Se quer deixar, não desista de o tentar fazer. Não desista de apostar e acreditar nessa vontade. Estimule-a e satisfaca-a, arranjando desculpas para o fazer, como arranja para não fazer o que devia.

Exemplo:

Era o que faltava ir apanhar frio para a varanda, por causa de fumar um estúpido cigarro.

Era o que faltava sair desta preguiça no sofá, para fumar um cigarro.

Era o que faltava deixar esta convers para ir fumar um cigarro.

Era o que faltava, pagar tanto de apartamento ou de prestação do carro, como de tabaco. (E questionei a despesa com o carro nunca com o tabaco. Como se este ultimo fosse algo indissociável da vida de uma pessoa)

Consciencialize-se do quanto um cigarro e' um grande empecilho na sua vida, obrigando-o a coisas que não faria por ninguém.

Se tem essa vontade, como uma promessa de visita que ainda não cumpriu, mas que feita a alguém muito querido, não lhe sai da cabeça, quase como uma culpa, está pronto para deixar de fumar.

Quer um cancro?

Claro que ninguém quer.

Então, para que jogar num sorteio que quer evitar ganhar?

Boa saúde.

Maria Sou