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afterall

O Outono chega e vai o Verão

por maria sou, em 30.09.16

Apesar do sol aberto e do calor que se pode sentir num ponto menos ventoso, a brisa desmente a esperança de que o Verão esteja para continuar. 

Com o seu toque frio e húmido que se entranha na roupa e arrepia a pele num desconforto, a brisa fria e persistente, anuncia de uma forma quase beligerante, que vem para ficar. 

E quando a sentimos, os nossos pensamentos mudam como por magia.

Se ao olharmos por detrás do vidro da janela de uma casa ainda aquecida pelos últimos dias quentes de Verão, acreditamos que uma roupa leve ainda fazia sentido, assim que nos encontramos na rua, vemos que nos enganamos e de imediato pensamos que temos de começar a pensar em rever o estado das nossas roupas da época fria e o calçado.

As compras a fazer. 

E pela memória, vamos preparando o corpo e o espírito para uma época totalmente distinta da que finda, nos países de clima temperado, em que há duas épocas bem definidas, nas 4 estações.

E sorrimos ao chá quente com umas torradas ou umas bolachinhas, o borralho da lareira ou a manta com que assitimos à televisão, pois o aquecimento parece nunca ser comparável ao calor natural e há sempre um arrepio que consegue vencer a barreira das janelas e portas fechadas.

Mesmo alguém que como eu, adora o Verão e a leveza das roupas desta época, perante estas lembranças e a vontade de mudar o guarda-roupa, rende-se a algum encanto desta época que chega em tons de vermelho e amarelo antes de despir a natureza.

Maria Sou

 

o elogio da leitura

por maria sou, em 22.09.16

Como todo o programa que e' bom, também este passa na televisão, por volta das 3h da manhã, na RTP memória.

E a malta nova diz: " memoria? E' dos velhadas!Não interessa!"

A evolução do conhecimento e' progressiva. Agrega-se o conhecimento de todos os tempos, para daí partir rumo ao futuro.

O passado não pode ser ditador e castrador: " já sabemos tudo o que há para saber"; nem o futuro pode ignorar o passado e pensar que tudo surgiu sem que nas antes tivesse existido.

Se o conhecimento ancestral fosse para ignorar, muitos prédios cairiam, a maior parte das cirurgias acabariam em morte e o abecedário seria reinventado diariamente.

O elogio da leitura, relembra-me o tempo em que um grupo de amigos se reunia em casa de alguém para ouvir o novo "disco" (vinil) de uma banda, acabando por discutir literatura enquanto outros se debatiam ao crapô, damas ou xadrez. Não era preciso comprar diversão ou inebria-la de álcool par parecer divertida e que valia a oena.

E o sexo, as traições e as paixões?

Também já existiam.

Há matérias, das quais as gerações vindouras, nunca mais serão inventoras. Apenas, descobridoras e exploradoras do que já existe.

Eram os tempos em que o momento valia pela troca de ideias e o empolgamento destar `a altura do momento. Par dos demais.

Era o tempo, em que cada minuto podia ser sinônimo de troca de conhecimento, valorização pessoal e de gratificação pelo enriquecimento intelectual versus o tempo em que cada um se tenta apresentar como produto único e vender a sua imagem, num ego temeroso de descobrir que o seu verdadeiro valor e' nada.

Evoluir negando a melodia, pode ser apenas sinônimo de retorno aos sons tribais.

A sentir que começa a escassear o essencial

Maria Sou

remakes

por maria sou, em 17.09.16

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Estarei mal informada, desatenta ou os remakes não mencionam os trabalhos anteriores e quem lhes deu origem?

Quantas pessoa sabem que o "o crime perfeito" com o Michael Douglas e a Gwyneth Palthrow e' a versão barata de um dos filmes do mestre do crime e suspence: Hitchcock. E o da Jodie Foster no avião que lhe desaparece a filha? Os ocean eleven?

Hoje,podemos ver a versão galinha bebeda de Miss Marple, de outra estre do crime:Agatha Christie.

Estas novas séries, pegam numa velhinha querida e atribuem-lhe o ar tresloucado da tal galinha bebeda, que no fim a todos deslumbra com a sua sagacidade.

Nesses constantes remakes, perde-se o glamour e os valores de uma época, que certa ou errada, era assim.

E as historias estão tao distorcidas, com diálogos tão inapropriados, que começo a ver porque e' de Agatha Christie, mas dela, quase só o nome para chamar a nossa atenção e conquistar audiências.

Será que vão começar a fazer o mesmo com os livros? "O ultimo caso de Poirot" baseado no livro de Agatha Christie. E saem aquelas histórias amercanizadas e cheias de incongruências. As piadinhas com que resolvem as situações mais complicadas e as ridiculas declarações publicas dos sentimentos.

Deja viu, deja vu, deja viu.

O mesmo acontece com a música. A música que alguém adora e nem sabe que e' quase quinquagenaria, septuagenária, centenária.

E há tanta!

Por favor, preservem e defendam o que e' bom, punlicitem-no, porque os efeitos especiais, muito interessantes, ficam muito aquém, a maioria dos trabalhos originais e do esforço que era necessário par conseguir um bom resultado. Dai que o "Gone with the Wind" em português, E tudo o vento levou, ainda hoje seja considerado um dos melhores filmes em efeitos especiais, ao vivo e a cores /p>

Para fugir a essa perda no tempo, comecei a minha própria cinemateca,

Maria Sou

serei só eu?

por maria sou, em 09.09.16

Quantas vezes nos debatemos com coisas que bastava um pequeno gesto para fazer a mudança, mas, parece que e' preciso uma força titânica para o fazermos. Deixamo-nos ficar quietos, mas sempre a remoer no assunto, até que finalmente nos decidimos a agir. Era tão simples!

Pois e'!

Todas as noites, gosto de dormir o primeiro sono no sofá, frente ao televisor.

Começo a ver um filme e já não acabo. Entro por um sono profundo, relaxado e realmente revigorante.

Mas dormir numa cama e' diferente de dormir num sofá. O corpo começa a pedir pelo devido conforto e espaço para se espraiar.

E começa o meu dilema de tentar continuar aquele soninho que me estava a saber tão bem ou levantar-me, ir até ao quarto, provavelmente até ir `a casa-de-banho, comer qualquer coisa, ler um pouco, porque entretanto, já despertei totalmente, mas encontrar o verdadeiro conforto, definitivamente..

E fico ali `as voltas a tentar enganar o desconforto, até me render `a evidência de que assim, não vou conseguir voltar a adormecer.

Porque e' que não vou para a cama ao primeiro sintoma de sono, que sei que não me vai deixar ver o filme todo e ter de passar pela maçada de me levantar a meio da noite para o fazer?

Serei só eu?

Maria Sou

Apple - Novas Instalações

por maria sou, em 05.09.16

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A Apple, a empresa mais secreta que a CIA, segundo as palavras do CEO, Tim Cook, na entrevista concedida ao "60 minutos", terá novas instalações em 2020.

Esta estrutura maior em área do que o pentágono, e' toda vidrada. Terá os maiores painéis de vidro circular, de sempre. Três mil, ao todo.

Na Apple, tudo e' pensado, desde a maçaneta da porta, ate'`a sustentação energética. 80% do terreno envolvente, será destinado ao cultivo dos vegetais e frutas a utilizar na cantina.

Pela aragem se vê quem vem na carruagem, diz o ditado popular

Podemos então deduzir que aquelas ideias de que pouco mais há a inovar no que concerne a material informático e de comunicação para alem de mudar a cor dos aparelhos e acrescentar mais uma ou outra funcionalidade, .não se aplica neste caso. Perto de 5 milhões de dólares de auto confiança

Ou será verdade que a Apple vai enveredar por novas áreas de negócio como o ramo automóvel?

A aguardar novidades,

Maria Sou

Civismo

por maria sou, em 02.09.16

O conceito de civismo está muito desvirtuado.

Agora confunde-se civismo com porreirismo.

Num programa estrangeiro, uma psiquiatra manifestava a sua preocupação dizendo sem ser ipsis verbis"Estas pessoas estão loucas e cada vez, mais confortáveis com a loucura. Buscam nos psiquiatras a validação dos seus comportamentos, para continuarem a ser o que são, que e', a ser o que não faz sentido, atribuindo a uma possível doença ainda por diagnosticar, todos a responsabilidade de serem simplesmente, incómodos e até, grunhos.

E de onde vem todo este alarido?

Todos os dias, a uma qualquer parte do dia, há um carro encostado `a porta de saída nas traseiras, que quase a veda e apesar de na zona circundante de moradias, não faltar ruas onde estacionar.O único problema e' o não poderem levar o carro para o interior dos estabelecimentos. Estacionar uma rua acima, e' muito longe.

Entra então o porreirismo.

Não vale a pena chamar a polícia. E' só por um bocadinho ( 2 horas, por vezes, o tempo de um penteado novo ou uma conversa de café). Em nome da boa vizinhança, vai-se tolerando.

Aqui d'el rei! Heis se não quando, estacionam `a porta do estabelecimento, e logo a polícia e' chamada a intervir. Agora já doeu.

Infomo-me com o Sr. Guarda sobre o facto de ser recorrente também ter carros em frente `a porta dificultando a saída de idosos, cadeirinhas de bebê, e transporte de sacos. E o Sr. Guarda esclarece: " Se não está a bloquear a entrada, não tem problema. Consegue entrar?" E eu olho para ele com os olhos da mente, aqueles que dizem o que os da cara calam e compreendo: Não estás a ver o alcance do problema. Por isso miniza-lo.- Entrar eu entro.- respondo. -Entao, não tem problema! - até e' sexta, já arrumou o assunto sem trabalho, prevenindo que não o chamem e dando alguma margem aos prevaricadores.

-Mas se eu vier com sacos ou um carrinho de bebé e riscar o carro, tenho de pagar os estragos, não tenho? Então se calhar o carro não devia estar ali

Porque ali, era o lugar onde morria aquele porreirismo. O porreirismo dos compadrios que permitiam obras de St. Ingracia, como a daquela rua que não passa de uma alameda entre prédios e vivendas, onde um prédio que na frente tem uma galeria, atrás ja nem precisa de passeio. Se tal facto, causar transtorno aqueles chatos com a mania do civismo, que paguem os estragos que causarem ou então que aguardem ao relento, condições mais favoráveis para exercerem os seus direitos.

O mal deles e' intolerância!...Não são porreiros!

Sejam porreiros e aguentem-se `a bronca. Maria Sou