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afterall

Europeias

por maria sou, em 23.05.19

 

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Eu sei que todos presenciaram um grande debate e só eu é que não percebi nada, mas para ser sincera, a pergunta que pairou todo o tempo na minha cabeça, foi a seguinte: Estão a brincar comigo?

Aquilo foi algum debate? Todos tocaram em assuntos chave e que são do agrado da populaça apontando o que é preciso fazer ou se pode fazer. Ninguém disse o que ia realmente fazer. Ninguém se comprometeu. 

Quanto mais alto o posto, maior o medo de assumir compromissos.

Que temas foram abordados? Aqueles que apelam ao coração do cidadão comum.

Falou-se de imigração, que para mim é uma grande treta.

Há muitos, muitos anos, e os portugueses o fizeram em grande escala, as pessoas fugiam em busca de trabalho e melhores condições de vida. Cidadãos responsáveis, empreendedores, trabalhadores, humildes e com vontade de suportar o que necessário fosse para na terra conseguirem melhor vida para si e família.

Hoje em dia, é muito diferente. 

As pessoas fogem aos conflitos e os países que os recebem, dão guarida a elementos verdadeiramente perigosos para a estabilidade a par com vítimas inocentes. 

Nos tempos que correm, a imigração tem de ser analisada com cuidado, pelo perigo em que podem incorrer ao receber de braços abertos quem nos países recetores se quer instalar.

Aceito que há condições terríveis nos países de onde vêm todos estes imigrantes, mas o serem abandonados em alto mar, é uma forma de imporem a quem os pode salvar, que os recebam.

Quem sabe deviam ser socorridos, sem dúvida, mas recambiados para zonas perto dos seus países de origem, até que os confrontos estejam decididos.

Os jovens que entram nos países hospedeiros e por eles acolhidos, deviam de imediato iniciar preparação para integrar as forças da NATO que em campo combatem para os ajudar.

 

Falou-se do desemprego dos jovens:

Ainda ninguém parece ter percebido que a realidade mudou.

Não só os jovens têm de enfrentar o desemprego em grande escala e os empregos de futuro que tendem a afastar-se dos padrões que conhecemos. Mesmo esses, serão apoiados em grande escala pela robótica.

Também, e neste grande problema não se toca, há desemprego nas pessoas ainda jovens que por se encontrarem acima da faixa etária dos 40 anos, dificilmente reentram no mercado de trabalho.

As pessoas mais velhas estão habituadas a pensar que daqui a uns anos vão para a reforma. 

A realidade é que, cada vez mais, chegamos mais jovens a idades mais avançadas. 

Aos 50, as pessoas ainda jovens, ultrapassadas e sem disposição para as novidades que encontram nas funções que sempre desempenharam, querem experimentar novos rumos, concretizar velhos sonhos. A estabilidade financeira, a maturidade, uma nova disponibilidade de tempo, ao verem os filhos a saírem de casa, abre-lhes novas perspetivas de ação.

Nesse novo espírito residirá a diferença. 

O próprio cidadão, que na idade da reforma se sente ainda pleno de energia e curiosidade; mais seguro das suas opções e dos caminhos que ainda quer percorrer, vai deixar de se ver como estando preparado para orientar os "pés para a cova" e vai querer empreender novos projetos, para os quais, até já terá reunido condições para se autor financiar. 

Logo, o problema não se centra no desemprego juvenil, mas na inanição de toda uma população ativa.

O cidadão mais velho, que perde o seu emprego por já não acompanhar a evolução da tecnologia, das novas atividades, ainda pleno da sua capacidade física ou intelectual, tem de estar seguro de que terá todo o apoio para se reciclar e se reiniciar.

 

Outro tema abordado, os problemas climáticos

Ninguém quer ver um planeta que nos permite viver livremente ao ar, usufruindo de uma beleza e condições de vida que parecem ser únicas no universo, desaparecer para que se conquiste uma vida artificial, num planeta longínquo que não parece oferecer nada com a qualidade que já se possui. 

Que se conquiste novos locais de vida, é evoluir. Fazê-lo paralelamente com a destruição do que já se tem, é de uma ignorância que toca a demência profunda.

Quem quer viver encarcerado numa estrutura e se pretender sair, ter de o fazer enfiado numa espécie de camisa de forças, com um aquário na cabeça que recebe o oxigénio das garrafas que transporta às costas?

Quem quiser viver assim, numa fase experimental, temos manicómios de segurança máxima, dispostos a recebê-los e dos quais não podem ausentar-se, que fornecem os respetivos coletes e máquinas de suporte de vida a que os prender.

Ah! E a falta de gravidade? Também já se consegue criar esse cenário em laboratório.

A viagem interestelar? Vão ao shopping mais próximo e pagam 4 euros a sessão, para andar nos simuladores. É uma viagem bem mais curta, bem mais barata e que não causa em grande escala para a destruição da camada de ozono, ao contrário das verdadeiras a par de tudo o que seja lançado para o espaço.

 

Falou-se também de a Europa exigir respeito por parte dos EUA 

A Europa tem é de ser competitiva e interessante para os demais continentes. 

Em vez disso, vemos todas as atividades serem ocupadas por empresas sem rosto a quem não se pode pedir responsabilidades, nem com elas competir.

A corrupção deixou de estar ao nível dos particulares. A corrupção subiu ao poder. Esconde-se em paraísos fiscais e não é tributada.

Os cidadãos das grandes cidades estão a ser desalojados com a mais vil desumanidade, sem dar tempo a que aqueles que toda a vida viveram em determinados locais, possam terminar os poucos dias que lhes restam na companhia dos vizinhos de uma vida, já que muitas vezes, nem familiares têm ou com eles podem contar.

Tratando-se de uma etnia marginalizada, a correr disponibilizam casas para a acolher. Como são apenas cidadãos que já não contribuem, quem sabe, vá que tudo isto lhes dê um enfarte que os despache mais depressa.

A decadência dos serviços públicos. O cidadão contributivo, não é reconhecido no seu esforço, no seu contributo de uma vida. Cada vez mais, é atirado para segundo plano e ignorado. Na saúde, no atendimento público, nos seus direitos.

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A falta de empenho, o discurso desfasado da realidade de cada país, a suavidade com que todos lançaram um tema que os preocupava especialmente, mas sobre o qual não tinham mais do que um minuto para explanar sobre, deixou-nos sem respostas, apenas com um rol de preocupações que fica muito aquém daquele que o cidadão comum carrega no dia a dia, para si, para os filhos, para o futuro incerto e que de modo algume, inclui a todos.

A sentir-se desinformada e ao Deus dará

Maria Sou

 

 

 

 

 

A tirania da liberdade

por maria sou, em 03.04.19

Quando perdemos a noção dos limites e o excesso é tomado por tempo moderno e a crítica por juízos passados.

 

Quando perdemos a noção do que realmente ocorre ao redor e em tudo que supostamente regula a nossa vida quotidiana como cidadãos e a realidade nem sempre é o que parece.

 

Quando a informação pode ser tão desinformada que o discurso se apoia em dados irreais e se debate o que não existe enquanto a verdade se vai formando tumultuosa. Destrutiva na sua revelação.

 

Quando a autoestrada da comunicação viola a privacidade de todos para assegurar a libertinagem de alguns.

 

Quando do tanto se quer tão pouco, sem tempo para assentar vontade.

 

Quando a vontade de um, não tem valor para a vontade geral.

 

Quando a liberdade do global dá espaço à tirania dos líderes da matilhas.

 

Quando há a liberdade de destruir, e a tirania de construir sobre o destruído.

 

Da privacidade do seu recanto  gozando da liberdade de ser como se sente bem,

 

Maria Sou

 

 

Museus e Monumentos

por maria sou, em 13.03.19

Fui visitar um dos mais belos monumentos.

Uma verdadeira joia arquitetónica. 

No entanto, tive de aguardar que a pessoa responsável pela abertura do referido edifício resolvesse aparecer e abrir a majestosa porta de madeira de intemporal beleza.

Quando chegou, já um grupo considerável de turistas partira. Esperaram quinze minutos, sentados ao sol, vinte, talvez. Aborrecidos, partiram agarrados aos livros de guia turístico que os tinham ali conduzido. Ali, aquele canto tão remoto que a maioria dos habitantes da cidade o desconhecem.

Entrei, também pela primeira vez, como os demais, e a respiração susteve-se no peito.

Poucos trabalhos se lhe igualam em pormenor e quantidade. Tanta arte num mesmo espaço a coabitar em harmonia, apesar da intensidade, completando-se e elevando-se em qualidade à altura e grandiosidade do edifício que a abriga no seu ventre.

Um edifício fechado. Só abre, se der, explicou o guia.

Só abre se der, um edifício que de manhã cedo os turistas procuraram por recomendação. Um edifício em vias de recuperação do interior e que necessita de todo o apoio financeiro que poder arrecadar.

Não sendo alvo de cobrança a entrada, a comparticipação dos visitantes é facultativa. 

Seria mesmo conveniente que as visitas pudessem ser feitas à hora anunciada, ao maior número de visitantes que pudessem contribuir para a recuperação de tão rica atração turística.

Quando por fim acedi ao interior, vi com espanto a porta a ser encerrada à minha passagem e só os turistas mais atrevidos é que rodaram o puxador e entraram, seguros da vontade que tinham de ali estar. Os outros, os que tinham aguardado sentados ao sol, em vão, não os voltei a ver. Mas estes, estes entraram delicadamente, pedindo licença e sorridentes, sem certeza de puderem deveras entrar. Nada indicava que o podiam fazer.

Se der, talvez alguém venha. Se der, talvez alguém ajude. Se não der, talvez tudo vá desvanecendo até se tornar tão esquecido como o canto da cidade que o alberga. Quem sabe até entre em ruína e daqui a uns anos, não passe de uns meros escombros a desfear a cidade.

Em defesa do patrimônio esquecido e entregue a quem não percebe as consequências da falta de zelo,

Maria Sou

 

 

Maria Cerqueria Gomes vs Manuel Luis Goucha

por maria sou, em 30.01.19

Têm sido recorrentes as notícias sobre algum desconforto da Maria Cerqueira Gomes no programa que partilha com o Manuel Luis Gomes.

Parece que é acusada de ser a causa das audiências terem baixado, é comparada com a Cristina, blá, blá, blá, blá.

O que retiro daqui, é que o Manuel Luis Goucha se queixa que sem a companhia certa não consegue segurar as audiências. Se calhar, quem precisa de sair é o Manuel Luis Goucha.

Relembremos que o que a Cristina Ferreira está a fazer, e muito bem, é um programa como já a Maria Cerqueira Gomes tinha no Porto Canal.

Apesar de uma jovem quase em inicio de carreira, a Maria Cerqueira Gomes aguentava um programa completo com um profissionalismo, uma elegância e uma bagagem a que se pode comparar a Fátima Lopes, mais ninguém. Pelo menos, no que concerne a elegância de postura e atitude. ( Abro este parêntesis porque nos dias de hoje, falar de elegância, o nosso público pensa só e apenas em, roupa).

Sem histeria, a piada fácil recorrente, sem populismo, a Maria Cerqueira Gomes conquistou uma imagem dificil de acompanhar para quem não tem o mesmo grau de profissionalismo. É quando entra a maldicência, a arma dos desesperados para se aguentarem.

Tal é o profissionalismo da Maria, que mantêm toda a postura e tenta aguentar o que não é de tolerar. É de parar tudo e dizer: " Ou este senhor começa a trabalhar a sério, ou ficamos por aqui." 

A falta de profissionalismo do Manuel Luis Goucha faz com que em vez de trabalhar com afinco no projeto que abraça, opte por uma atitude de bullying de quem quer fazer o que quer, só que ainda não percebeu que o programa já não é dele. O programa foi da Cristina e agora é da Maria Cerqueria Gomes que como sempre, nos presenteia com uma elegância e atitude profissional que faz falta há muito nos nossos écrans

A favor do profissionalismo e da camaradagem

Maria Sou

Ditadura e outras ditas duras

por maria sou, em 13.10.18

O mundo avançou como se espera que faça tudo aquilo que passa de uma fase para outra.

No entanto, parece que não contentes, há muito quem espere um regresso ao passado.

Um passado liderado pelos homens,  um passado que nega direitos a grupos especificos da sociedade, um passado de violência calada mas totalitarista, real e tão incompetente como a liberdade que desagrada a tantos e no geral.

Num derradeiro esforço do afogado, o saudosismo surge como uma esponja que se passa sobre o quadro negro de lousa, apaga tudo o que se fez para que possamos começar de novo.

O que estava errado, não vai estar certo porque se errou e se voltou atrás. Repetir os erros do passado levará a que se lutem guerras antigas. 

Recorrer ao passado é sinónimo de uma incapacidade de aceitar a evolução natural das coisas e incapacidade de construir o próprio futuro. É sinónimo de querer impor uma forma de vida aos demais. O querer que o mundo gire à volta de um ego.

O ideal é repescar o que havia de bom no passado e aproveitar o que há de bom agora, encontrando um equilíbrio.

A mulher como base educacional da sociedade, no seu papel tão importante como formadora do carácter do seres a quem dá vida, não abdicará por certo do papel que conquistou desde origem da vida ao sustento do lar.

A mulher como pedra basilar da sociedade, é o elemento mais importante para o equilibrio do mundo, quando educa o seu filho rapaz a não ser aquilo que não deseja ver no marido. Quando educa os filhos, rapazes ou raparigas, a estimarem-se mas a respeitarem os demais, o mundo. Quando os educa a serem empenhados, cumpridores e buscar o sucesso por direito, sem favores nem se rebaixarem, porque são elementos ativos da sociedade e para ela têm de contribuir. Quando punem os comportamentos mais ou menos condenáveis no sentido da construção de um carácter forte.

A mulher não vai nunca abdicar do seu papel de bastidor que se reflete no palco mundial da vida.

A mulher não vai nunca abdicar do papel que conquistou em todas as atividades profissionais da sociedade com comprovada competência.

A mulher não vai abdicar do protagonismo tão completo que conquistou. Completo porque vai desde a imagem à participação na vida familiar e social.

A mulher não vai abdicar da fraqueza de amar incondicionalmente, apenas da servidão desse amor.

A mulher é mãe de todo o filho e por isso, não pode aceitar qualquer tipo de violência ou descriminação oriundas de mentes repressoras que querem moldar o mundo para servir os seus únicos mesquinhos interesses e sonhos megalómanos a disfarçar complexos de inferioridade interiorizados.

À mulher o mundo falha com uma mistura entre o homem antigo que assumia a família e dela cuidava dando o exemplo e o homem moderno que evoluiu do irrascível dominador ao companheiro. 

Para um mundo de paz só falta a intervenção sábia e determinante da mulher, sem hesitar.

Maria Sou 

 

 

A cor das notícias

por maria sou, em 25.09.18

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A notícia informa sobre um acontecimento. A forma como é redigida, pode conotá-la de tons e milhentas intenções que nos influenciam inconscientemente.

Como tantas outras vezes, partilharam comigo no facebook que a uma mulher negra ou preta, não sei como é correto dizer, para mim , mulher/homem chega, foi recusado em tribunal um recurso e que o juiz a seguiu para fora da sala de audiências e agrediu com bastante violência.

O juiz foi posteriormente condenado em tribunal.

O que é que falta nesta notícia? Tudo. 

O que levou o juíz a persegui-la e a agredi-la? Teria-o ela insultado ou à mãe dele tocando-lhe um ponto sensível, num momento, se calhar, ainda mais sensível? Atacou-a por ser racista, ou porque não se controla seja com quem for, resultando nestes comportamentos inadequados a qualquer um, quanto mais na posição que ocupa? Foi condenado por violência e racismo ou por violência só o racismo nunca esteve presente?

O que tem a mais esta notícia? A cor da senhora.

Se formos desconstruir a notícia, podemos encontrar aqui uma intenção subjacente de nos conduzir perniciosamente a achar que os pretos são vítimas e desprovidos de poder que lhes confere o direito de serem tratados como iguais precisando de ser defendidos em praça pública pela moral e bons costumes. Um: "há quem maltrate este tipo de gente, este tipo de gente pode ser maltratada". Está assim a ideia de segregação racial lançada na mente dos incautos e deste modo enganoso vai sendo reforçada.

Todo o texto nos remete para ter pena da senhora porque como preta está sujeita a estas situações e não para o ato indecoroso em si, seja de quem for e para quem for. De juízes, de médicos, de técnicios de limpeza, de um estudante, de uma pessoa comum, para com qualquer que seja o ser sensível, pessoa ou animal.

Injustiças iguais acontecem a todas as raças. O problema não está em a quem aconteceu, mas que aconteceram.

E a injustiça, essa... não tem cor.

Maria Sou

 

 

 

 

 

Stradivarius - e os disparates da comunicação

por maria sou, em 03.09.18

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Quantas pessoas sabem o que é um Stradivarius?

É do conhecimento geral que um Stradivarius é um tipo específico de violino que se caracteriza pela pureza do som devido aos materiais com que é construído, principalmente, o tipo de madeira. 

São raros, valem fortunas e devem o seu nome ao seu criador, Stradivarius.

A importância do ensino, é avançarmos no conhecimento. Insisto, partir do que já se sabe para o que é novo. Não vamos descobrir o alfabeto para escrever de um modo mais criativo.

Do mesmo modo, quando um tradutor coloca legendas num filme, deve ser supervisionado por alguém mais apto a fim de evitar que os meios de informação passem a meios de desinformação.

Durante um episódio da série "Midsommer Murders", a tradução para português de Stradivarius fez-se continuamente como estradivarius. O nome é invariável (e até nem tem plural, embora gostemos de fazer a variação do nome em número, quando na verdade o nome é invariável. Pedro é sempre Pedro, quer seja um quer sejam dois). 

Prosseguindo.

Pior do que alguém não saber o que significa Stradivarius em inglês e fazer a tradução sem se preocupar em investigar, é ter passado no crivo

O que é estradivarios? Um verbo? Eu estradivario, tu estradivarias, ele estradivaria. Onde estradivarias tu? Numa orquestra.

Daí a minha crítica, quer à forma como se apropriam de nomes de trabalhos anteriores, tirando relevância ás obras mais antigas e toda a informação e qualidade que possam ter, que contribua para a instrução dos demais, bem como, à falta de supervisão ou de qualidade da mesma.

Quando vejo erros tão graves como este, que tocam o ridículo, pergunto-me se o interesse no que se produz chegou ao nível: "Manda o que tens que marcha tudo."

Desacreditada do empenho de se produzir com qualidade,

Maria Sou

 

 

 

 

Tão presente

por maria sou, em 27.08.18

 

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Passou.

Não sabe porquê nem bem como. 

De repente, era passado.

E o tempo correu. Os anos passaram. Já quase a memória se apagara dessa lembrança e heis que surge do nada, como do nada se foi.

E estava tão vivo. 

De tudo o que se vê, de tudo o que se gosta, de tudo o que se muda, há tanto que fica igual e nem queremos mudar.

Nem nos apercebemos.

Até que vem sem querer e tudo o que se sentia, regressa igual ao que sempre foi.

Podia-se partir daí como se nada tivesse acontecdo, os anos passado e a vida decorrido.

Mas passou e correu.

Fica a certeza, porém, de que foi sincero e único.

Estava apenas no peito adormecido.

Por momentos breves, percorre-se todo um caminho de alegria, sonho e esperança. Memórias guardadas que agora são a história inacabada. O sorriso que vem do coração aos olhos.

Sabe-se que não há volta a dar.

Continuar é o caminho.

Numa fração de tempo, viaja uma década, talvez duas.

Ouve vozes, relembram-se falas e graças, situações pitorescas daquelas memórias. Lembranças tão distantes que afinal parece que foi apenas ontem,

Apreende-se o que não se partilhou.

Havia uma saudade guardada.

Agora sabe como e porquê volta a fazer passado.

O tempo correu e mais uma vez, não há espaço para esta história.

Adormece o coração contente por este vislumbre de algo que lhe foi tão querido.

E tudo o que parece importante em nada se compara e torna-se mínimo perante a força do que é natural,

No cheiro da terra seca, o álbum de um momento inigualável.

 

Maria Sou

 

 

Porque é que varia a data de celebração da Páscoa?

por maria sou, em 08.08.18

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Em conversa, levantou-se a questão intemporal, mas tão fora de época, da variação da data de celebração da Páscoa.

É vulgar associar-se a Páscoa à morte de Cristo e achar que a primeira está subordinada à segunda.

Não tem nada a ver.

O julgamento de Cristo foi contra todas as regras da Igreja Romana, porque durante a PÁSCOA não podia haver julgamentos. Já se fala aqui em Páscoa.

A Páscoa é um conceito tão anterior que foi instituída quase no início do Antigo Testamento, quando Moisés conseguiu a libertação dos judeus do jugo egípcio. 

Sempre que o Faraó não aceitava libertar os judeus para irem ao deserto adorar o seu Deus, Este enviava uma praga. A úlitma e décima, foi a morte de todo o primogénito, entre os quais o filho do próprio Faraó.

Apenas os primogénitos judeus foram poupados e isto porque Deus mandou que ao décimo dia após a lua de Março/Abril escolhessem um cordeiro ou cabrito macho e perfeito e o sacrificassem ao 14º dia o assassem e comessem ao fim do dia. O sangue do animal, por sua vez, seria usado para pintarem as portas e ombreiras para que a morte reconhecesse aquela casa como do povo eleito e passasse sem ceifar a vida do filho mais velho da casa.

Na dor da perda do seu primeiro filho, o Faraó permitiu a partida dos Judeus.

Ficou estabelecida a Páscoa com a celebração anual, no primeiro mês do ano, o mês da lua Março/Abril .- Abib ou Nissan para os Babilónios - da libertação do povo judeu. 

Há uma expressão inglesa que sintetiza bem esta ideia: Passover , passa adiante. 

Em todo este trecho da história se vê o Passover. Não só na travessia do Mar Vermelho, em que passaram adiante os judeus, mas não os seus perseguidores, (momento a que é associada a expressão), mas também a morte passou adiante do povo de Israel, sem o afetar.

E assim fica explicada a oscilação da data de celebração da Páscoa. 

Não é Páscoa para celebrar a morte e ressurreição de Cristo, mas sim, Cristo morreu na Páscoa quando decorriam as cerimónias religiosas de libertação do povo judeu. 

Por coincidência, nessa mesma data, será Deus quem oferece o seu próprio cordeiro para que nós sejamos livres de pecado. Deus sacrifica o seu cordeiro, o seu filho, Cristo.

Ámen

Maria Sou

Divorciados na Igreja Católica

por maria sou, em 28.06.18

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Se pretendermos aderir a um qualquer clube, temos de contar que há regras a cumprir.

Da mesma maneira temos de aceitar que a Igreja Católica tenha as suas próprias regras, principalmente, porque são regras que supostamente terão sido ditadas por um ser divino criador do Universo, da Terra e de tudo o que nela existe. As regras ditadas por este Ser superior visam o bom entendimento entre os Homens, o respeito pela Terra e a vida de paz.

Qualquer outra igreja tem as suas regras e todos os que não as acatem, são excluídos.

Talvez o problema da contenda seja a indefinição da própria Igreja Católica. Saberá ela quais são as suas próprias regras ou que caminho quer de facto seguir?

A verdade é que independentemente da posição do clero, um divorciado pode entrar e sair das igrejas católicas a seu bel prazer, assim estejam elas abertas. Pode visitá-la na qualidade de interesse turístico, pode assistir ao serviço religioso a decorrer no momento, pode até comungar, porque ninguém lhe vai perguntar quem é. Basta encontrar-se num local onde ninguém o conhece e procede como bem lhe aprouver.

A verdade é que, se formos a ser rigorosos, há católicos não casados que também levam uma vida pouco "católica" e há divorciados que estão apenas divorciados e não iniciaram novas relações. Logo, estes últimos exemplos, continuam a "não separar o que Deus uniu". Apenas não partilham casa.

Tudo isto, é discutível.

Cabe à Igreja definir-se e dizer quais são as suas regras exatamente. Ao fazê-lo, obviamente que perderá muitos fiéis e também muito rendimento, mas não há belo sem senão.

Por outro lado, talvez houvesse menos divorciados se a Igreja não cobrasse valores exorbitantes pelos pedidos de anulação apresentados à Santa Sé, quando o motivo que levou à separação é incompatível com a doutrina Católica. Ou seja, um dos cônjuges não cumpriu, mentiu ou omitiu um pormenor relevante, que contraria os Cânones da Santa Madre Igreja.

Decida o que decidir, há uma doutrina base ao seu desempenho..

Se a religião é verdadeira e as escrituras são manifestações da vontade de um Ser Superior criador de tudo, não cabe ao Homem decidir, mas cumprir, se realmente tem fé.

Se, pelo contrário, tudo não passa de uma falácia e de um mito bem cimentado cujas estruturas, por todas as razões, custa agora abalar e reedificar com a verdade, então faça-se o que mais nos convém.

Porque diga-se em abono da verdade, continuamos há semelhança do antigamente, não a ler a Bíblia em Latim, para que o comum dos mortais não tenha acesso a uma palavra tão sagrada, mas de um modo diferente, que leva ao mesmo, a esconder os documentos originais, só acessíveis a uma restrita classe exclusiva de eruditos. 

Pela minha parte, a vida continua e seja como "Deus quiser". 

Maria Sou